Presidente e relator não foram a favor de criar CPMI do INSS
Líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante disse que quem não assinou é "cúmplice por omissão"
Marcos Melo - 16/08/2025 19h40 | atualizado em 18/08/2025 18h33

O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), usou suas redes sociais nesta sexta-feira (15), para fazer algumas observações importantes sobre o perfil de quem estará à frente dos trabalhos na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que vai apurar o esquema de corrupção no INSS.
Sóstenes lembrou que o presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-MA), assim como o relator da CPMI, deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), não assinaram a favor da criação dessa mesma comissão.
Ayres foi escolhido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e Aziz foi opção feita pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
O jogo de cartas marcadas provocou a indignação de Sóstenes Cavalcante.
– Se dependesse deles, essa investigação nem existiria. Agora, ambos terão de provar que não vieram para engavetar. Se essa CPMI acabar em pizza, o Brasil saberá quem foram os responsáveis.
O líder da sigla de Jair Bolsonaro na Câmara afirmou que o parlamentar que não assinou pela abertura das investigações é “cúmplice por omissão”.
– Roubar dos aposentados é crime duplo: contra o bolso e contra a dignidade. Quem não assinou é cúmplice por omissão. O povo exige justiça e não aceitará mais um caso enterrado nos corredores de Brasília.

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