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Preço da picanha atinge a maior alta dos últimos três anos

Encarecimento só não foi maior do que o período em que a pandemia atingiu o auge

Marcos Melo - 10/01/2025 17h10 | atualizado em 10/01/2025 17h28

Preço médio do quilo da picanha ficou mais caro em 2024 Foto: Pixabay

A famosa picanha, tão explorada nos discursos de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ficou mais cara 8,7% no ano passado. O número representa a maior alta em três anos, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O maior preço registrado foi em 2021, quando o corte bovino variou em 17% em razão do auge da pandemia de coronavírus. Essa guinada logo foi controlada e no ano seguinte, 2022, com o vírus sob relativo controle e a retomada econômica, houve uma expressiva queda no preço da carne nobre. Ainda no último ano do governo do presidente Jair Bolsonaro, a picanha quase não sofreu alteração em seu valor, registrando uma variação de apenas 0,5%.

Em 2024, o aumento do preço da carne bovina não afetou apenas a picanha, mas a alcatra, que ficou 21% mais cara, o contra-filé (20,1%), o peito (20,2%), a costela (21,3%), o lagarto (22,8%), a pá (22,9%), o patinho (24,1%), e o acém, que chegou a alta de 25,2%. Com 20% de aumento no preço médio da carne bovina, eis a maior alta do item desde o ano de 2020.

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