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Pleno.News - 24/11/2022 12h24 | atualizado em 24/11/2022 13h09

Presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Os presidentes do Republicanos, deputado Marcos Pereira, e do PP, deputado Cláudio Cajado, afirmaram, nesta quinta-feira (24), que os partidos não foram consultados sobre a ação do PL que pede a anulação de votos de determinadas urnas no segundo turno da eleição presidencial. As três siglas formaram uma coligação para lançar o presidente Jair Bolsonaro à reeleição, a coligação Pelo Bem do Brasil.

– Não fomos consultados. Reconheci o resultado publicamente às 20h28 do dia da eleição – declarou Pereira.

Cajado, que administra interinamente o PP enquanto Ciro Nogueira exerce o cargo de ministro da Casa Civil, foi na mesma linha:

– Não fui consultado e eles falavam em nome do PL e não em nome da coligação – disse.

Além do PL, a ação foi protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em nome da coligação eleitoral, da qual Republicanos e o PP também faziam parte. O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, solicitou que a solicitação também incluíssem as urnas de primeiro turno.

Em resposta, Moraes considerou que a coligação e o partido acionaram a Justiça indevidamente e determinou o pagamento de multa e o bloqueio das contas das três legendas enquanto ela não for paga. Os presidentes do Republicanos e do PP disseram que vão entrar com um recurso para excluir seus partidos do bloqueio.

– Será protocolado hoje ainda – afirmou Pereira.

– Faremos em conjunto – completou Cajado.

Para reforçar sua posição de distância da iniciativa adotada pelo PL de Valdemar Costa Neto, o presidente do Republicanos divulgou um vídeo gravado logo após o resultado da eleição de segundo turno.

– Tivemos a eleição do ex-presidente Lula. Reconhecemos o resultado. Apoiamos o presidente Bolsonaro até o último minuto, trabalhamos, mas as urnas, o povo escolheu, as urnas são soberanas. Não há por que duvidar do resultado das urnas, não há por que questioná-los – declarou ele.

Contrariando a ação do PL, Pereira disse que não dá para dissociar a disputa que Lula venceu das outras, inclusive as que os candidatos do Republicanos venceram.

– Se não, nós teríamos que questionar a eleição do Tarcísio [eleito governador de São Paulo pelo Republicanos], a eleição do senador Mourão, a eleição da senadora Damares, a eleição do nosso governador, que foi reeleito em primeiro turno lá em Tocantins, Wanderley Barbosa, a eleição dos 41 deputados federais – enumerou.

– Não, o resultado está aí, nós não apoiamos o candidato eleito, mas agora precisamos continuar trabalhando em prol do Brasil – completou.

Já o presidente interino do PP diz que é “claro” que o partido reconhece a vitória de Lula, citando Ciro Nogueira, que comanda a transição para o governo Lula pelo lado do atual governo.

– Se o chefe da transição pelo atual governo é o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, presidente do Progressistas, e que já praticou os atos da transição, sim, claro [o PP reconhece o resultado da eleição] – afirmou.

O Republicanos declarou que vai adotar postura de independência durante o próximo governo Lula, sem se classificar como base ou oposição. Já o PP ainda não decidiu a postura que será tomada.

*AE

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