Leia também:
X ‘Inversão de valores’, diz Nikolas sobre pena por homeschooling

Por ordem de Mendonça, Ciro Nogueira tem avião bloqueado

Informação já consta no registro da aeronave na Anac

Paulo Moura - 22/05/2026 07h36 | atualizado em 22/05/2026 13h39

Senador Ciro Nogueira Foto: Agência Senado

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) registrou um bloqueio judicial sobre um avião do senador Ciro Nogueira (PP-PI) por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de crimes envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro.

A informação de bloqueio consta nos registros da Anac. A Certidão de Propriedade e Ônus Reais da aeronave afirma que “procede-se à inscrição da ordem judicial de sequestro e indisponibilidade da aeronave fabricante Beech Aircraft, modelo B200, nº de série BB-1266, marcas PT-WSX, de propriedade de Ciro Nogueira Lima Filho”.

O avião, registrado em nome do senador e de sua ex-esposa, é um bimotor executivo com capacidade para nove passageiros, avaliado em cerca de R$ 10 milhões. A medida impede a transferência ou negociação da aeronave até nova decisão judicial. Na prática, o avião fica indisponível para venda ou mudança de propriedade. A assessoria do parlamentar não se pronunciou sobre o caso.

Recentemente, Ciro Nogueira se tornou o primeiro congressista a ser oficialmente alvo das apurações da Polícia Federal (PF) sobre as fraudes do Banco Master. Em 7 de maio, o senador foi alvo de busca e apreensão em mais uma fase da Operação Compliance Zero. A PF encontrou no telefone celular do banqueiro Daniel Vorcaro diálogos com o senador e ordens para pagamento a uma pessoa de nome “Ciro”.

Segundo as investigações, Nogueira enviou ao Senado uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com o objetivo de favorecer os interesses do banco. Em diálogos encontrados no telefone de Vorcaro, o banqueiro chegou a comentar que a emenda apresentada pelo parlamentar “saiu exatamente como mandei”.

De acordo com a PF, o texto apresentado por Ciro Nogueira coincide “de forma integral” ao texto preparado pela assessoria do Banco Master. As mensagens colhidas no celular do banqueiro indicam que ele mandou que o texto fosse entregue em um envelope no endereço do senador.

A proposta de emenda tratava do regime jurídico do Banco Central propunha aumentar o limite de cobertura individual do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão.

Isso favoreceria diretamente o Master, porque o banco de Vorcaro usou a captação com pessoas físicas por meio de recursos via Certificados de Depósito Bancário (CDBs) para alavancar seu patrimônio. A emenda acabou não sendo aprovada.

Para a PF, a ação demonstra que Ciro Nogueira tomou iniciativas concretas para tentar favorecer Vorcaro no Senado em troca de pagamentos de propina, o que pode caracterizar o crime de corrupção. Os investigadores apontam que o senador recebia uma mesada de R$ 300 mil do banqueiro. Segundo a apuração, “há relatos de que o montante teria evoluído para R$ 500 mil”.

Os investigadores também dizem que Vorcaro teria disponibilizado gratuitamente ao senador, por tempo indeterminado, um imóvel de alto padrão, além de custear hospedagens, deslocamentos e outras despesas ligadas a viagens internacionais de luxo.

A defesa do presidente do PP diz que ele “não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados” e que as medidas investigativas contra ele “podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade”.

*AE

Leia também1 Jessie J revela estar totalmente curada do câncer de mama
2 'Inversão de valores', diz Nikolas sobre pena por homeschooling
3 Mário Frias responde Dino sobre filme e propõe encontro no STF
4 Bruno Gagliasso dispara sobre Juliano Cazarré: "Vergonhoso"
5 Deolane voltou ao Brasil antes de prisão planejada em Roma

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Canal
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.