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Polícia intercepta grupo que planejava explodir o Planalto

Integrantes também visavam atentados contra o Congresso, STF, Esplanada e figuras políticas

Thamirys Andrade - 10/08/2026 13h45 | atualizado em 10/08/2026 14h11

Palácio do Planalto Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A Polícia Civil do Distrito Federal interceptou um grupo que planejava cometer atentados contra autoridades e prédios públicos de Brasília, incluindo o Palácio do Planalto e um dos locais de debate do segund turno das eleições de 2026. As conversas foram monitoradas pelo Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Ciberlab.

O grupo era composto por homens de diferentes estados que nunca haviam se encontrado presencialmente. Eles articulavam os ataques por meio do aplicativo Telegram. A investigação revelou um esquema estruturado que contava com mais de 600 membros em uma comunidade aberta, da qual os indivíduos mais radicais eram filtrados e migrados para um grupo de 46 integrantes.

O núcleo fechado continha imagens neonazistas, incluindo fotos do ex-ditador alemão Adolf Hitler. Os suspeitos trocavam instruções táticas, calculavam custos e compartilhavam manuais para a fabricação de artefatos explosivos e coquetéis Molotov, além de tentarem mapear participantes dispostos a matar.

Entre os alvos monitorados pelas autoridades estavam os edifícios do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF) e dos ministérios. Eles mantinham a planta baixa e modelos tridimensionais do Palácio do Planalto para planejar rotas de entrada e fuga durante as invasões.

Diante do alto grau de periculosidade, foi deflagarada a Operação Rede Interrompida, que cumpriu mandados de busca e apreensão em oito cidades espalhadas por cinco estados: Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Os alvos são suspeitos com idades entre 19 e 31 anos.

– Não eram práticas inocentes. O que estava ali sendo engendrado eram atentados sérios – disse o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva.

– A gente acredita que eles levariam [o plano] à frente. E a nossa teoria aqui é que a gente não vai pagar para ver – completou o delegado Coelho em reportagem do Fantástico.

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