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Ministros do governo Lula participaram de discussão sobre resposta à decisão americana

Pleno.News - 29/05/2026 15h06 | atualizado em 29/05/2026 17h54

Palácio do Planalto Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Palácio do Planalto convocou e realizou nesta sexta-feira (29) uma reunião de emergência para responder ao governo Donald Trump e discutir o alcance da designação como grupos terroristas, pelos Estados Unidos, das duas maiores facções criminosas de origem brasileira, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

Do encontro, participaram os ministros Dario Durigan, da Fazenda; e Wellington César, da Justiça e Segurança Pública; além do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues.

Também estiveram presentes assessores do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e integrantes da Assessoria Especial da Presidência da República, entre eles o número 2 da equipe, embaixador Audo Faleiro.

A reunião começou ainda pela manhã e terminou no início da tarde. Novos encontros devem ocorrer nos ministérios envolvidos, segundo participantes, dando continuidade às discussões.

A reunião ajudou a traçar o tom da resposta oficial do governo. Publicada pela Secretaria Especial de Comunicação Social, a nota falou em soberania e criticou os pedidos expressos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, sobre o tema a autoridades do governo americano.

O governo Lula havia programado a reunião na noite desta quinta (28), após a decisão ter sido oficializada pelo Departamento de Estado dos EUA e já se organizava para responder à altura, em ato similar ao que Lula promoveu no tarifaço de 9 de julho de 2025.

O encontro também tratou do alcance da medida e dos temores de impacto econômico e financeiro. Integrantes do governo Lula alegam a existência de riscos ao sistema Pix, criado pelo Banco Central, que já era alvo de uma investigação comercial americana.

O PCC e o CV foram as mais recentes organizações criminosas voltadas principalmente ao tráfico de drogas atingidas pela designação do Departamento de Estado. Antes, o governo Trump adotou a medida contra 14 grupos latino-americanos, sobretudo, cartéis mexicanos poderosos.

*Com informações AE

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