Leia também:
X Sobrinho de Bolsonaro rejeita críticas após virar assessor

PGR quer Collor condenado a mais de 22 anos de prisão

Senador é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Henrique Gimenes - 25/04/2019 18h16 | atualizado em 26/04/2019 10h37

Senador Fernando Collor Foto: EBC/Antônio Cruz

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitou, ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o senador Fernando Collor (PROS-AL) seja condenado a 22 anos, oito meses e 20 dias de prisão. Collor é réu na operação Lava Jato, acusado de receber propina em contratos da BR Distribuidora.

Além de condenação, a PGR também quer que Collor seja multado em 1400 salários, que perca o mandato e, junto aos outros réus do processo, tenha que restituir os cofres públicos em R$ 59,9 milhões. O total, de acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), é o dobro do valor que o grupo do senador recebeu (R$ 29,95 milhões) entre 2010 e 2014.

O senador é réu pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Para Raquel Dodge, Fernando Collor “praticou o crime de corrupção passiva ao haver utilizado o seu mandato parlamentar e sua influência política para obter vantagens indevidas por intermédio de Pedro Paulo Bergamaschi, principal operador do ‘caixa geral de propinas’ mantido junto a Alberto Youssef (doleiro que se tornou delator na Lava-Jato) e arrecadado em razão do esquema ilícito instaurado perante a BR Distribuidora”.

A PGR diz ainda que, para receber os valores, o senador utilizou subterfúgios diversos, tais como a colocação de interpostas pessoas, a simulação de empréstimos entre pessoas jurídicas controladas pelo Senador Fernando Collor, o depósito fracionado em contas bancárias para desvincular os valores de sua origem, qual seja, os desvios ocorridos nas licitações promovidas pela BR Distribuidora”.

Os outros réus no processo são Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos, que foi ministro de Collor na época em que ele foi presidente da República, e Luís Amorim, administrador da TV Gazeta de Alagoas.

Leia também1 Dodge quer que Aécio seja investigado na Justiça Federal
2 Moro diz que vaga no STF "seria como ganhar na loteria"

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Grupo
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.