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PGR: Procuradores defendem que Paulo Gonet deixe o caso Master

Integrantes da cúpula do MPF defendem que vice-PGR assuma a investigação

Thamirys Andrade - 02/09/2026 15h15 | atualizado em 02/09/2026 18h11

Paulo Gonet Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Integrantes da cúpula do Ministério Público Federal (MPF) relataram, sob reserva, estarem sentido “desânimo” após a revelação de que seu superior, o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, foi citado na investigação envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. As informações são do Poder360.

De acordo com as fontes, que fazem parte do Conselho Superior do MPF, o inquérito deveria ficar sob os cuidados do vice-PGR, Hindemburgo Chateaubriand. Eles avaliam ainda como impróprio o pedido de Gonet para que as investigações sejam consideradas nulas, tendo em vista que seu nome está envolvido no caso.

Para as fontes, o correto seria aplicar a Lei Orgânica do Ministério Público da União, que prevê que investigações contra o PGR cabem ao Conselho Superior sob o comando de um subprocurador-geral isento. O dispositivo está previsto no inciso 10, do artigo 57 da Lei Complementar nº 75 de 1993.

O relatório da Polícia Federal (PF) aponta que Vorcaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o protegesse junto a Gonet e ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues.

Mensagens de Paulo Gonet encaminhadas pelo advogado Ciro Soares a Daniel Vorcaro indicam ainda que o PGR teria pedido “charutos” e “uísque Macallan” ao ser convidado para palestrar em um evento organizado pelo fundador do Master.

– Oba!!! Tomara que tenha charuto e macalan! – disse Gonet.

O PGR também teria pedido ao ex-banqueiro que custeasse a viagem de seu filho para Londres, na Inglaterra.

– Gonet perguntou se o filho dele pode ir com a gente para Londres – escreveu Soares.

– Óbvio né – respondeu Vorcaro.

Como mostrou o Pleno.News, Gonet pediu ao STF a nulidade do relatório da PF sob o argumento de que o relator deveria ter acionado o presidente da Corte caso visse indícios de irregularidades, permitindo que o plenário avaliasse a necessidade de apuração.

Como a determinação inicial seria nula, o PGR defende que o relatório produzido pela Polícia Federal também deve ser considerado inválido, pedindo assim a extinção do caso.

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