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PGR pede abertura de inquérito contra Joice por fake news

Pedido foi enviado ao ministro do STF, Luís Roberto Barroso

Ana Luiza Menezes - 28/09/2020 19h14 | atualizado em 28/09/2020 19h43

Deputada federal Joice Hasselmann Foto: Reprodução

A Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito contra a deputada federal Joice Hasselman. O objetivo é investigar indícios de difamação, associação criminosa, constrangimento ilegal, falsidade ideológica. As informações são da CNN Brasil.

Ex-funcionários acusaram Joice de produzir fake news. Por conta disso, o procurador-geral da República, Augusto Aras, assinou um despacho de seis páginas no qual cita possíveis crimes da parlamentar.

– Constrangimento ilegal, previsto no artigo 146 do Código Penal (por ter a representada supostamente constrangido seus assessores, mediante grave ameaça, a criar perfis falsos em redes sociais); difamação, previsto no artigo 139 do Código Penal (por ter a representada e seus assessores supostamente imputado a terceiros fatos ofensivos às suas reputações); falsidade ideológica, previsto no artigo 299 do Código Penal (face à suposta criação de perfis falsos em redes sociais, por meio da utilização de números de CPFs falsos); associação criminosa, previsto no artigo 288 do Código Penal (por ter havido suposta associação de várias pessoas, parta o fim específico de cometer crimes) – apontou.

Os ex-funcionários também terão que ser ouvidos, conforme solicitado por Aras.

O pedido foi enviado para o ministro do STF, Luís Roberto Barroso, que pediu mais diligências antes de autorizar o inquérito.

Por meio de nota, Joice disse que sua candidatura à Prefeitura de São Paulo causou a denúncia.

– O Procurador Geral da República, Augusto Aras, está dando um lance no leilão para a vaga que se abrirá no Supremo. Fica claro e evidente que o Procurador está sendo boneco de ventríloquo dos meus desafetos políticos lotados no Palácio do Planalto, em função da minha candidatura à Prefeitura de São Paulo. Beira a criminalidade o uso da mais alta instância do Ministério Público como instrumento político de perseguição com escancarada subserviência ao Poder Executivo. Isso sim é falsidade ideológica. O Ministério Público não merece tal representante e a lei do abuso de autoridade será invocada – argumentou Hasselman.

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