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PGR: Investigação sobre cheques de Queiroz não foi enterrada

Em nota, Aras afirmou não ter visto provas sobre o caso, mas disse que nada impede a investigação de continuar

Pleno.News - 11/05/2021 20h42

Procurador-geral da República, Augusto Aras Foto: Pedro França/Agência Senado

Nesta terça-feira (11), o procurador-geral da República, Augusto Aras, falou sobre uma manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) que rejeitou um pedido de investigação contra a família do presidente Jair Bolsonaro. Aras disse não ter enterrado a apuração, mas apontou que não foram encontradas provas que configurassem crime.

O caso em questão trata de cheques depositados por Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

“O procurador-geral da República, Augusto Aras, manifestou-se pelo arquivamento da notícia-crime porque os únicos elementos trazidos ao seu conhecimento foram reportagens da imprensa, publicadas em agosto de 2020, sobre cheques que teriam sido depositados na conta da primeira-dama entre os anos de 2011 e 2016. Aplica-se o direito avaliando fatos e provas”, informou a PGR.

O pedido de investigação foi feito ao STF pelo advogado Ricardo Bretanha Schmidt em agosto de 2020 e tratou dos depósitos R$ 89 mil na conta do Michelle. O advogado queria investigar Bolsonaro por peculato. Ele apontou que “a despeito dos depósitos terem sido feitos na conta da esposa do noticiado e em período anterior ao mandato presidencial em curso, os fatos relatados pela imprensa são graves e revelam a prática, pelo Presidente da República, do crime”.

A manifestação da Aras foi remetida ao Supremo na quinta-feira (6). No texto, ele ressaltou ser “notório que as supostas relações espúrias entre o senador Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz, seu ex-assessor na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, foram objeto de denúncia na primeira instância em desfavor de ambos”.

O PGR apontou que “inexiste notícia, porém, de que tenham surgido, durante a investigação que precedeu a ação penal em curso, indícios do cometimento de infrações penais pelo presidente da República”.

Ele ainda disse que “os fatos noticiados, portanto, isoladamente considerados, são inidôneos, por ora, para ensejar a deflagração de investigação criminal, face à ausência de lastro probatório mínimo”.

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