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PF volta a buscar ligação entre Adélio e PCC, afirma colunista

Possibilidade voltou a ser cogitada a partir da reabertura das investigações sobre o atentado contra Bolsonaro

Paulo Moura - 27/07/2022 09h11 | atualizado em 27/07/2022 12h01

Adélio Bispo Foto: Estadão Conteúdo/Fábio Motta

A Polícia Federal (PF) voltou a considerar a hipótese de que exista uma relação entre Adélio Bispo, autor da facada contra o presidente Jair Bolsonaro em 2018, e a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação foi divulgada pelo colunista Rodrigo Rangel, do site Metrópoles, nesta quarta-feira (27).

A possibilidade voltou a ser cogitada a partir da reabertura das investigações sobre o atentado contra Bolsonaro. Em dezembro do ano passado, o delegado Rodrigo Morais, que era encarregado pelo caso, foi nomeado pelo então diretor-geral da PF, Paulo Maiurino, para passar uma temporada de dois anos em Nova Iorque.

Além disso, a saída de Morais do caso coincidiu com uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) de autorizar que a PF vasculhasse os telefones celulares apreendidos com os advogados que assumiram a defesa de Adélio Bispo. A deliberação atendeu a um pedido de Frederick Wassef, advogado de Bolsonaro.

Antes disso, os policiais estavam impedidos de periciar os celulares em razão de uma liminar obtida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Com a liberação da perícia nos aparelhos, a PF reabriu o caso e o repassou ao delegado Martin Bottaro Purper, um dos maiores especialistas em PCC dentro da Polícia Federal.

Além da troca de delegado, a investigação também deixou de ser feita na superintendência da corporação em Minas Gerais, que foi onde o crime aconteceu, e passou a ser conduzida sob a estrutura da Diretoria de Inteligência Policial, a DIP, em Brasília.

De acordo com o colunista Rodrigo Rangel, fontes teriam informado, sob reserva, que a hipótese de ligação de Adélio com o PCC voltou a ser considerada a partir de registros localizados no telefone celular de um dos advogados do autor do atentado contra Bolsonaro.

Em um dos registros, um dos advogados teria ligado o nome de Adélio ao PCC. No entanto, não se saberia exatamente em qual contexto isso teria acontecido, nem se o registro poderia ser apenas uma piada. A ligação, porém, foi suficiente para que a nova equipe passasse a considerar a hipótese.

A possibilidade de uma relação do PCC com a facada no presidente Jair Bolsonaro surgiu pela primeira vez logo após o atentado, a partir da constatação de que ao menos um dos advogados da equipe que se apresentou para defender Adélio também atende integrantes da facção criminosa.

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