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PF encerra investigação e diz que não encontrou provas de propinas da Odebrecht a Renan Calheiros e Romero Jucá

Investigação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro foi aberta em agosto de 2017

Pleno.News - 31/08/2022 21h39 | atualizado em 01/09/2022 11h59

Senador Renan Calheiros Foto: Divulgação/Agência Senado

Nesta quarta-feira (31), a Polícia Federal (PF) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não encontrou provas de que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o ex-senador Romero Jucá (MDB-RR) tenham recebido propina da Odebrecht para apoiar a medida provisória 627, de 2013, que garantiu vantagens fiscais para empresas com atuação no exterior.

A investigação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro foi aberta em agosto de 2017, a partir das colaborações premiadas de executivos da construtora. Os delatores relataram supostos repasses de R$ 5 milhões aos emedebistas.

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado que a PF concluísse o trabalho de investigação até o final deste mês. Fachin decidiu que não seria mais possível prorrogar o inquérito em respeito ao princípio da “duração razoável do processo”.

O delegado federal William Tito Schuman Marinho apresentou o relatório final do inquérito sem concluir as últimas medidas investigativas solicitadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele disse que o “volume significativo de dados” e a “complexidade das diversas apurações” impediu a finalização das análises no prazo.

Ex-senador Romero Jucá Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

– A Polícia Federal encerra a investigação, no estado em que se encontra, sem indicação de autoria, e informa que enviará posteriormente os relatórios das análises que, já solicitadas, estão em fase de elaboração – aponta um trecho do documento.

O delegado fez a ressalva de que, se houver novas provas, o caso poderá ser reaberto. Os relatórios complementares que estão pendentes ainda serão entregues ao STF.

A PGR havia solicitado novos depoimentos, a análise da quebra de sigilo telemático do lobista Milton Lyra e o levantamento de informações sobre registros de voos de José Aparecido Alves Diniz, apontado como emissário das propinas.

Fachin deu 15 dias para a Procuradoria-Geral da República se manifestar sobre o relatório da Polícia Federal. Cabe à PGR decidir sobre a sugestão de arquivamento.

*AE

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