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PF diz que troca de delegado no caso Lulinha foi por “burocracia”

Corporação enviou ofício ao ministro André Mendonça

Kleber Pizão - 26/05/2026 19h28 | atualizado em 27/05/2026 10h44

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha Foto: PAULO GIANDALIA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

A Polícia Federal (PF) afirmou, em ofício ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a mudança da divisão que investiga o INSS foi burocrática. A decisão tirou o delegado Guilherme Figueiredo Silva do caso que envolve Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O ofício foi enviado no início do mês ao relator do caso. No dia 15, Mendonça recebeu integrantes da corporação para entender as alterações estruturais. A alteração realizada pela PF havia levantado suspeitas sobre uma suposta tentativa de blindagem ao filho do chefe do Executivo após a substituição do delegado.

A PF explicou que transferiu a apuração para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (Cinq). Essa divisão é responsável por casos com foro privilegiado. Segundo a polícia, a estrutura garante mais eficiência a investigações sensíveis e complexas.

Apesar da justificativa, interlocutores afirmam que o ministro André Mendonça não viu razão para a saída do coordenador anterior. A antiga divisão foi a responsável por pedir a quebra de sigilo de Lulinha e por negociar uma delação premiada no processo.

A proposta de delação do empresário Mauricio Camisotti chegou a ser enviada ao STF. O acordo, no entanto, precisou retornar para ser refeito do zero; desta vez, contando com a participação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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