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Petistas pedem afastamento de Viana da presidência da CPMI

Parlamentares alegam que há "conflito de interesses" por parte do líder da comissão do INSS em razão do caso Master

Thamirys Andrade - 25/03/2026 13h38 | atualizado em 25/03/2026 13h59

Carlos Viana Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O Partido dos Trabalhadores (PT) solicitou à presidência do Congresso Nacional que afaste o senador Carlos Viana (Podemos-MG) do comando da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS sob alegação de “quebra da imparcialidade” e “conflito de interesses”.

No texto, protocolado nesta terça-feira (24), os parlamentares petistas Pedro Uczai (SC), Rogério Correia (MG), Alencar Santana (SP) e Lindbergh Farias (RJ) afirmam que Viana “perdeu as condições políticas e legais de continuar à frente dos trabalhos de investigação da comissão”.

– O curso da investigação envolve personagens, entidades e relações que se aproximam do seu próprio entorno político-religioso, especialmente no eixo que envolve Igreja Batista da Lagoinha, Fundação Oásis, André Valadão, Nikolas Ferreira, Fabiano Zettel, Daniel Vorcaro e Banco Master – disseram os congressistas.

– O quadro se agravou com a decisão do ministro Flávio Dino, que deu prazo de cinco dias para que o próprio senador Carlos Viana responda à acusação de irregularidades em repasses de R$ 3,6 milhões em emendas à Fundação Oásis, apontada como braço social da Igreja Batista da Lagoinha. A própria notícia destaca que a medida judicial se insere em controvérsia ligada – acrescentaram.

Os petistas sustentam que a imparcialidade objetiva da condução do colegiado ficará comprometida se seguir conduzida por Viana.

O presidente da comissão, por sua vez, afirma que que já ajudou dezenas de fundações semelhantes porque o “governo deve muito às igrejas pelas assistências sociais em presídios”.

– Eu ajudei dezenas de fundações, não somente à ligada a Lagoinha. Eu tenho 53 hospitais reformados com dinheiro que eu passei para fundações. Você não manda dinheiro direto no cofre de ninguém. Assistência social, saúde, tem que ir para um fundo municipal, é a prefeitura quem gere as licitações e entrega as macas, as camas, os equipamentos. E isso tudo é muito bem fiscalizado. Agora, qual é o tamanho da dívida que o governo tem com as igrejas? Cadeias. Quem vai lá dar assistência religiosa gratuitamente, são as igrejas – pontuou.

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