Pazuello defende diagnóstico precoce contra a Covid-19
Ministro disse que medida é necessária parar iniciar um tratamento imediato e "parar o sangramento"
Henrique Gimenes - 10/08/2020 14h49 | atualizado em 10/08/2020 15h36

Nesta segunda-feira (10), o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, falou sobre o número de mortos por Covid-19 no Brasil e defendeu o diagnóstico e tratamento precoce para “parar o sangramento”.
A declaração foi dada durante a cerimônia de inauguração da nova Unidade de Apoio Diagnóstico da Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Além de defender o tratamento imediato para a doença, Pazuello também afirmou que não é um número “que vai fazer a diferença”, mas o que “faz a diferença é cada brasileiro que se perde”.
– Todos os dias nós sofremos as perdas. Não é um número que vai fazer a diferença. Não é 95, 98 ou 101 que vai fazer a diferença. O que faz a diferença é cada brasileiro que se perde. Nós precisamos compreender como parar o sangramento com diagnóstico precoce, tratamento imediato e suporte respiratório antes a UTI – destacou.
O ministro recomendou aos brasileiros que, no caso de terem algum sintoma da doença, procurem um médico para que ele prescreva os medicamentos necessários.
– O brasileiro que tiver qualquer sintoma deve procurar o médico, esse médico tem todo o poder soberano de diagnosticar de forma clínica, com base em exames de imagens e testes para definir o tratamento. O brasileiro que for diagnosticado, receba a prescrição dos medicamentos e tome. Não agravando seu quadro, ele não precisará de UTI – ressaltou.
Durante a cerimônia, Eduardo Pazuello também falou que o Ministério da Saúde apoia as medidas de afastamento social.
– Diagnóstico e testagem é a base do tratamento precoce. Não está correto ficar em casa doente, com sintomas, até passar mal com falta de ar. Isso não funciona, não funcionou e deu no que deu e nós há dois meses já mudamos esse protocolo (…) Medidas preventivas e afastamento social são medidas de gestão dos municípios e Estados, e nós apoiamos todas elas, porque quem sabe o que é necessário naquele momento precisa de apoio, e nós apoiamos. Mas fica a lembrança, independentemente da medida que se tome, tem que estar aliada à capacidade de triar e procurar se as pessoas estão ou não com sintomas o tempo todo – apontou.
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