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Para Mourão, Pazuello sabe que errou ao participar de motociata

Estatuto dos Militares proíbe membros da ativa de se manifestarem politicamente

Pierre Borges - 24/05/2021 18h31 | atualizado em 24/05/2021 19h11

Vice-presidente Hamilton Mourão Foto: VPR/Romério Cunha

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, comentou em entrevista coletiva nesta segunda-feira (24) a participação do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em um ato pró-Bolsonaro realizado no último domingo (23). Para Mourão, a atitude de Pazuello após o ato mostram que ele sabe que cometeu um erro.

– O regulamento disciplinar do Exército, no seu anexo I, tem uma série de transgressões. Entre elas, pode ser enquadrada a presença do general Pazuello nessa manifestação, uma manifestação de cunho político – explicou Mourão que, assim como Pazuello, é general do Exército, porém da reserva.

Mourão também disse que as consequências da atitude do ex-ministro podem chegar à prisão.

– Ele [regulamento] prevê que o comandante enquadrante faça a entrega ao militar de uma ficha de apuração de transgressão disciplinar onde está descrito o fato, ele tem até 72h para apresentar as suas razões de defesa. E a partir daí, o comandante analisa a luz de fatores agravantes e atenuantes e aí as punições vão de advertência até a prisão – disse o vice-presidente.

Pazuello é general do Exército da ativa e, por isso, não poderia participar de atos políticos segundo o Estatuto dos Militares. O regulamento, porém, não estabelece a proibição para militares da reserva.

Perguntado por um jornalista se alguma punição seria aplicada ao ex-ministro, Mourão disse ser um desfecho provável, mas destacou também a possibilidade de um atenuante.

– É provável que seja [aplicada uma punição]. É uma questão interna do Exército. Ele também pode pedir transferência pra reserva e atenuar o problema – opinou.

Para o vice-presidente, Pazuello sabe que cometeu um erro.

– Eu já sei que o Pazuello entrou em contato com o comandante, informando ali [o ocorrido] e colocando a cabeça dele ‘no cutelo’, entendendo que ele cometeu um erro – encerrou.

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