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Paes debocha de voto de Carlos Bolsonaro: “Esses comunistas”

Filho do presidente votou contra projeto, assim como vereadores da esquerda

Pierre Borges - 24/06/2021 12h36 | atualizado em 15/10/2021 14h17

Eduardo Paes
Eduardo Paes Foto: Reprodução/YouTube/CNN Brasil

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, provocou o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República, após a aprovação do projeto Reviver Centro, na Câmara.

Em uma publicação realizada na noite desta terça-feira (22), Paes exibiu uma foto do placar da votação do projeto, que foi aprovado por 36 votos a 10. Entre os que se opuseram à medida, estavam o filho do presidente e vereadores do PT e do PSOL.

Em tom sarcástico, Paes debochou: “Gente, olha isso! Votação do Reviver Centro [lei para revitalizar o Centro do Rio]. Em vermelho, os votos da esquerda contra o projeto. Reparem em quem, mais uma vez, votou com o PSOL e o PT… Lá em cima… O primeiro voto à esquerda… Esses comunistas…”.

Registro dos votos do Reviver Rio
Registro dos votos do projeto Reviver Rio, publicado por Paes Foto: Reprodução

Em resposta, Carlos Bolsonaro publicou um texto em seu blog explicando os motivos por que votou contra o projeto, citando que seria necessário, antes de debater o mesmo, analisar e aprovar o Plano Diretor da Cidade, que trata do crescimento de todo o Rio pelos próximos 10 anos.

Outro fator elencado pelo vereador é um trecho do projeto que prevê a “conservação crítica dos monumentos, visando à educação cidadã e à compreensão atual dos fatos históricos da escravidão, eugenia, racismo, violência contra os direitos humanos e opressão da liberdade que atingiram populações negras, indígenas, LGBTQI+ e minorias sociais”. Para o vereador, o texto pode ser usado para a criação de monumentos pró-LGBT ou para a atuação de grupos como o Black Lives Matter.

O projeto Reviver Centro tem como objetivo atrair investidores, oferecendo às empreiteiras que investirem na região o direito de fazer construções em outras áreas mais nobres da cidade, por meio da Operação Interligada. O desconto final, definido por uma emenda, sobe de 40% para 60% o valor da contrapartida que as construtoras devem pagar.

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