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Paes contraria Bolsonaro e firma 7 de Setembro no centro do Rio

Presidente havia dito que faria o desfile das comemorações da Independência na praia de Copacabana, mas prefeito vetou

Gabriel Mansur - 05/08/2022 20h52 | atualizado em 05/08/2022 21h35

 

Eduardo Paes e Jair Bolsonaro Fotos: Tânia Rêgo/Agência Brasil//Alan Santos/PR

Na terça-feira (5), o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), se pronunciou, por meio de seu Twitter, sobre a realização do desfile do bicentenário da Independência, no dia 7 de setembro, na praia de Copacabana, Zona Sul do Rio. A proposta foi levantada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na oportunidade, Paes admitiu que seria uma “logística difícil” transferir a cerimônia do centro da capital, onde estava agendada inicialmente, para a avenida Atlântica, mas, ao mesmo tempo, se declarou “honrado” em realizar o evento na cidade e se colocou “inteiramente à disposição do governo federal”. Nesta sexta-feira (5), entretanto, Paes mudou de ideia e confirmou o desfile cívico na avenida Presidente Vargas, contrariando o apelo de Bolsonaro: “Aonde o Exército solicitou e aonde sempre foi feito”, escreveu nas redes sociais.

– Evento organizado aonde o exército solicitou e aonde sempre foi feito. Simples assim! Prefeito aqui não trabalha na birra nem na fofoca. Preferências políticas e administração são coisas distintas. E as posições políticas aqui sempre foram claras – ressaltou o prefeito, que declarou voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições.

No final de julho, durante convenção que oficializou a candidatura de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo, Bolsonaro informou, mesmo sem um pedido oficial à Prefeitura do Rio, que a cerimônia seria em Copacabana.:

– Às 16h [do dia 7 de Setembro], nossas Forças Armadas estarão desfilando na Praia de Copacabana ao lado de nosso povo – declarou.

A ideia seria capitalizar o bicentenário da proclamação da Independência e demonstrar força política. Na convenção do PL, realizada no dia 24 de julho, no Rio de Janeiro, o presidente convocou apoiadores para irem às ruas no dia 7 de setembro.

– Nós somos a maioria, nós somos do bem, nós temos disposição para lutar pela nossa liberdade, pela nossa pátria. Convoco todos vocês agora para que todo mundo, no 7 de Setembro, vá às ruas pela última vez – disse.

A contragosto do chefe do Executivo, o órgão municipal confirmou, per meio de um edital publicado no Diário Oficial, que a comemoração da data acontecerá no centro da cidade, na avenida Presidente Vargas, em torno do Pantheon de Caxias. Ainda segundo o documento, diversas estruturas de metal, toldos, arquibancadas, tribunas, além de grades e sonorização, serão adquiridas e instaladas para o desfile, com um custo estimado de R$ 318.035.

Ao portal UOL, a Prefeitura do Rio de Janeiro afirmou que, “até momento, não recebeu nenhum pedido de alteração do local do desfile de 7 de setembro e, por isso, segue com o trabalho de apoio logístico para que o evento ocorra em seu local tradicional, a Av. Presidente Vargas”.

EDITAL NÃO CITA FORÇAS ARMADAS
No mesmo dia em que Bolsonaro afirmou que o desfile havia sido transferido para a praia de Copacabana, o presidente também disse que as Forças Armadas e forças auxiliares, as polícias militares, desfilariam no evento. Entretanto, o edital da prefeitura não cita essas participações.

De acordo com o texto, a polícia militar somente estará presente na interdição da Avenida, colaborando com a CET-RIO (Companhia de Engenharia e Tráfego do Município do Rio de Janeiro) e a Guarda Municipal do Rio de Janeiro.

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