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Pacheco manda investigar Filipe Martins por gesto no Senado

Senadores consideraram movimento feito pelo assessor da Presidência com as mãos como obsceno

Paulo Moura - 25/03/2021 09h44 | atualizado em 25/03/2021 10h23

Assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Filipe Martins Foto: Reprodução

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), determinou a abertura de uma investigação interna contra o assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Filipe Martins, por conta de um gesto considerado pelos senadores como obsceno, mas, que segundo Martins, seria apenas um movimento de ajuste de seu terno.

O gesto do assessor aconteceu durante uma sessão no Senado, na tarde de quarta-feira (24), que tinha como objetivo debater a atuação do Itamaraty na aquisição de vacinas contra a Covid-19.

Enquanto Pacheco falava, Martins, sentado atrás dele, fez com a mão um gesto que, em países como os Estados Unidos, é encarado como “OK”, mas que alguns veículos de imprensa alegaram que poderia ser um gesto de grupos supremacistas.

Após o fato, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) interrompeu a sessão e exigiu que a conduta fosse investigada. Depois de Randolfe apresentar a questão, Pacheco afirmou que solicitaria à Secretaria Geral da Mesa e à Polícia Legislativa a abertura de uma investigação do fato.

O presidente da Casa declarou que iria continuar a sessão e pediu “serenidade” aos colegas.

– Peço muito aos senadores e senadoras que mantenhamos a calma, a serenidade, a técnica, buscando obter as informações necessárias da política existente ou não existente no Ministério das Relações Exteriores. É uma aferição que se fará ao longo da sessão e a partir dos dados apresentados pelos ministro – disse.

Gesto feito por Filipe Martins gerou irritação Foto: Reprodução

Depois que as imagens circularam nas redes, Martins afirmou em uma rede social que estava apenas ajustando o microfone lapela que estava em seu terno e afirmou que processará os responsáveis pelas acusações de que ele seria simpático ao “supremacismo branco”.

– Um aviso aos palhaços que desejam emplacar a tese de que eu, um judeu, sou simpático ao “supremacismo branco” porque em suas mentes doentias enxergaram um gesto autoritário numa imagem que me mostra ajeitando a lapela do meu terno; serão processados e responsabilizados, um a um – escreveu.

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