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Pacheco defende os “cuidados sanitários”, mas sem “histeria”

Presidente do Senado falou sobre o combate à Covid-19 na cerimônia de abertura do ano legislativo

Pleno.News - 03/02/2021 19h22 | atualizado em 04/02/2021 16h16

Novo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O novo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), adotou nesta quarta-feira (3), discurso alinhado ao do presidente Jair Bolsonaro sobre a conduta durante a pandemia da Covid-19. Na cerimônia de abertura do ano legislativo, o senador afirmou que medidas sanitárias devem ser seguidas, mas sem que haja “uma histeria”, expressão utilizada em ocasiões anteriores pelo chefe do Executivo ao minimizar a crise do novo coronavírus.

– Precisamos cuidar racionalmente de nossa saúde, adotando todos os cuidados higiênicos e sanitários possíveis, mas não podemos fazer disso uma histeria, negando uma realidade […] Precisamos continuar produzindo para abastecer as famílias brasileiras, gerar renda interna, além de continuar atendendo os mercados estrangeiros que compram nossa produção – declarou.

Por outro lado, Pacheco também defendeu a superação de “extremismos” e o “pluralismo de ideias”. O discurso foi feito logo após o plenário da sessão se dividir entre gritos de “fascista” e “mito”, em um confronto de vozes. De um lado, opositores; de outro, apoiadores de Bolsonaro.

– A política não deve ser movida por arroubos do momento ou por radicalismos – afirmou o presidente do Senado.

Pacheco reforçou ainda o comprometimento com a “plena independência e harmonia” dos poderes públicos. Segundo ele, a defesa da independência “não pode importar em sacrifício da harmonia”, bem como “a defesa da harmonia não pode comprometer a independência”.

– Não podemos defender a independência ou a harmonia ao sabor do momento, ao sabor de quem ocupa os cargos de relevo ou de nossas convicções políticas ou pessoais – ressaltou.

Ao pregar a pacificação entre poderes e no parlamento, o presidente do Senado ressaltou que é preciso deixar de lado diferenças e “trabalhar incansavelmente pelos consensos que vão colocar o país de volta nos trilhos do desenvolvimento”.

*Estadão

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