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Oposição planeja “super pedido de impeachment” de Bolsonaro

Partidos de esquerda já marcaram mais atos contra o presidente durante a pandemia

Pleno.News - 22/06/2021 21h14 | atualizado em 22/06/2021 21h15

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Alan Santos/PR

Partidos de esquerda e movimentos sociais marcaram para o dia 24 de julho novos atos contra o governo Jair Bolsonaro. Segundo organizadores, a estratégia agora é ampliar uma pressão para que o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), abra um pedido de impeachment do presidente.

O diagnóstico é de que a adesão aos protestos aumentou, na comparação com o que ocorreu no sábado (19), em relação à manifestação de maio.

– Queremos forçar a Câmara a instaurar o pedido de impeachment e dar apoio à CPI (da Covid) – disse coordenador da Central de Movimentos Populares e um dos líderes do movimento, Raimundo Bonfim.

As bandeiras principais continuarão sendo o auxílio emergencial de R$ 600, a vacina e o ‘fora Bolsonaro’.

Em outra frente, parlamentares e advogados de todo o espectro político se reunirão de forma virtual nesta quinta-feira (24), para bater o martelo sobre um documento que pretende unificar os 122 pedidos de impeachment que foram protocolados na Câmara.

A iniciativa surgiu durante reunião, em abril, na qual estiveram presentes antigos adversários políticos como os deputados Kim Kataguiri (DEM-SP), Joice Hasselmann (sem partido), Alexandre Frota (PSDB), parlamentares do PT, PSB, PDT e PCdoB e o presidente do PSOL, Juliano Medeiros. Na ocasião, ficou definido que advogados da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) iriam elaborar o “super pedido”.

– Essa iniciativa diz mais sobre o posicionamento das pessoas do que dos partidos. Naturalmente esperam que essa união venha mais da oposição de esquerda, mas há pessoas da direita, como eu e o Kim. O projeto de impeachment é do País. Isso não pode ser transformado em uma pauta ideológica – disse Joice Hasselmann, que confirmou presença no evento.

Segundo a advogada Tânia Oliveira, da executiva da ABJD, a ideia é estabelecer uma data para protocolar o pedido na Câmara antes do recesso parlamentar, que começa dia 15 de julho, e promover atos para projetar a iniciativa e pressionar Lira.

Em entrevista ao jornal O Globo na terça-feira (22), o presidente da Câmara afirmou que a cifra de mortos pela Covid-19 não é motivo suficiente para pautar o impeachment do presidente e que falta “circunstância política” para desengavetar um dos pedidos.

– O PSOL estará presente e apoiou a versão final. O centro da peça será a questão sanitária – afirmou Juliano Medeiros, presidente da sigla.

Segundo Tânia Oliveira, o documento é uma “síntese” dos 122 pedidos protocolados.

O “super pedido” vai englobar os ataques aos povos indígenas, à imprensa, e os atos antidemocráticos, mas o centro do documento será a pandemia: a tese da imunidade rebanho, compra de cloroquina e ações para boicotar as vacinas. Em suma, serão os temas tratados na CPI da Covid do Senado tratados até aqui.

*AE

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