Operação da PF contra Gustavo Gayer foi autorizada por Moraes
Assessores do deputado também foram alvo da operação
Monique Mello - 25/10/2024 12h08 | atualizado em 25/10/2024 12h57

A operação contra o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) e assessores de seu gabinete, deflagrada na manhã desta sexta-feira (25) pela Polícia Federal (PF), foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Intitulada Discalculia, a operação tem como objetivo apurar o desvio de recursos públicos de cota parlamentar, além de falsificação de documentos para criação de uma Organização de Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP).
Moraes, no entanto, vetou que a Polícia Federal realizasse buscas e apreensões no gabinete de Gayer na sede da Câmara dos Deputados, em Brasília. O ministro atendeu uma recomendação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
De acordo com a decisão de Moraes, a operação está “circunscrita às pessoas físicas vinculadas aos fatos investigados, e os locais da busca estão devidamente indicados, limitando-se aos endereços residenciais e profissionais”.
A PF esteve então na casa do parlamentar, que afirmou ter tido sua porta “sendo esmurrada pela Polícia Federal”. Gayer disse também que não possuía nenhum detalhe sobre o teor da operação.
Em nota, a PF informou que cerca de 60 policiais federais cumprem 19 mandados de busca e apreensão em Brasília (DF), Cidade Ocidental (GO), Valparaíso de Goiás (GO), Aparecida de Goiânia (GO), e Goiânia (GO). Os delitos investigados seriam de associação criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e peculato-desvio.
Ainda segundo a PF, o nome da operação faz referência ao “transtorno de aprendizagem relacionado a números”, porque teria sido identificada falsificação na Ata de Assembleia da constituição da OSCIP, consistente em data retroativa de 2003.
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