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“O Supremo não governa o país”, afirma Marco Aurélio Mello

Em entrevista, ministro do STF falou sobre a gravidade da pandemia e disse que é preciso coordenação do presidente da República

Henrique Gimenes - 05/04/2021 16h25 | atualizado em 05/04/2021 17h09

Ministro Marco Aurélio Mello Foto: Divulgação/STF

Nesta segunda-feira (5), o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), falou sobre a decisão do ministro Nunes Marques que liberou missas e cultos presenciais durante a pandemia de Covid-19. Em entrevista à CNN Brasil, ele criticou a decisão individual do colega, disse que é preciso “perceber a gravidade da pandemia” e ressaltou que o “Supremo não governa o país”.

Marco Aurélio começou a falar sobre o assunto ao abordar a pandemia e defendeu as medidas de isolamento como a melhor forma de se combater o vírus atualmente.

-Temos que perceber a gravidade da pandemia. É indispensável que a ficha do brasileiro caia […)]e que [ele] adote providências. A melhor vacina hoje é a vacina do isolamento. Só conseguimos vacinar cerca de 9% da população, então precisamos ter cautela e nos resguardar sobre esse vírus – ressaltou.

O ministro foi então questionado sobre um “movimento” coordenador entre os três poderes para o combate à pandemia, mas defendeu uma coordenação do presidente da República.

– O Supremo não governa o país. O Supremo não é Executivo. Temos o Executivo nacional, o Executivo estadual e o Executivo municipal. E, no trato da saúde, é um condomínio, aguardado e esperando, que a coordenação nesse condomínio seja do presidente da República. É preciso que ele realmente coordene os trabalhos […] visando ao melhor para a população brasileira – destacou.

Por fim, o decano do STF criticou o comportamento do presidente Jair Bolsonaro ao “diminuir” a importância da crise.

– A individualidade precisa ser colocada em segundo plano […] Não podemos negar que fomos surpreendidos pela pandemia. E, desde cedo, percebemos que o exemplo vem de cima. Quando o presidente da República simplesmente diminui a importância da crise, isso evidentemente abre um caminho largo para o cidadão comum proceder como procederia – apontou.

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