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“O Senado é um dos responsáveis pelo que está acontecendo”, diz senador Eduardo Girão sobre prisão de Silveira

Parlamentar participou de live com o Pleno.News e falou sobre temas como aborto, combate à corrupção e jogos de azar

Paulo Moura - 18/02/2021 21h16 | atualizado em 19/02/2021 10h14

Senador Eduardo Girão Foto: Pedro França/Agência Senado

Em entrevista concedida pela live do Pleno.News desta quinta-feira (18), o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) falou, entre outros assuntos, sobre a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ). Na opinião do parlamentar, a omissão do Senado foi um dos fatores fundamentais para que a situação chegasse ao ponto do que ele classificou como “escalada ditatorial” da Suprema Corte.

– No meu ponto de vista, o Senado é um dos corresponsáveis pelo que está acontecendo. A omissão [é] do Senado com tantos abusos que o STF tem feito com a nação. Esse episódio da prisão do deputado, acredito que isso é um fruto dessa omissão, a escalada ditatorial do Supremo já vem de muito tempo. Eles invadem o Senado, o Congresso brasileiro, para legislar sobre a vida desde a concepção, sobre o aborto. A questão do deputado Daniel Silveira, que errou ao meu ver, tem excesso, tem ofensa, mas um erro não justifica o outro – disse.

Girão defendeu que os ministros do Supremo Tribunal Federal tenham mandatos de oito anos e que os mecanismos de escolha dos novos membros da Corte sejam alterados para métodos como a lista tríplice, critério que é utilizado para a escolha do procurador-geral da República.

– Por ser vitalício, você tem um ministro que se acha o todo-poderoso. Acho que precisava de um processo de escolha que viesse da magistratura, [de modo] que se possa escolher um ministro dentro de uma lista tríplice entre eles. O mínimo que nós podemos fazer é estabelecer um mandato entre eles – defendeu.

O parlamentar também falou sobre o tratamento precoce contra a Covid-19 e citou que tem percebido uma censura nas redes sociais sobre o assunto. De acordo com ele, a distribuição de postagens sobre medicamentos como a hidroxicloroquina tem sido reduzida em comparação a outras publicações.

– Já percebi que algumas postagens que eu faço em minhas redes sociais, falando sobre o tratamento precoce, que é uma realidade hoje em dia, quando eu falo sobre isso, diminui a entrega das minhas postagens – destacou.

Atuante no movimento pró-vida, o senador também falou sobre a aprovação do aborto na Argentina e como o assunto vem sendo abordado no Brasil. Girão apresentou estudos que mostram uma piora drástica da saúde mental de mulheres que optam por realizar a interrupção da gravidez.

– O aborto não é apenas o assassinato dessa criança. A saúde da mulher também fica comprometida pelo resto da existência – afirmou.

Questionado sobre as medidas de lockdown adotadas durante a pandemia, Girão classificou que muitas decisões foram feitas “na base do desespero”, mas, segundo ele, muitos prefeitos e governadores adotaram a estratégia por que o poder “subiu à cabeça”.

– Acredito que muita coisa [tem sido feita] na base do desespero, na tentativa de ajudar, embora [eu] não tenha ciência para respaldar isso. [Entretanto] Eu vejo que [a] muitos prefeitos, governadores, o poder subiu à cabeça; é um naco [uma fatia] de poder, de chegar e trancar todo mundo – completou Girão.

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