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No Programa do Ratinho, Flávio diz que juízes não podem ‘ter lado’

Senador concedeu entrevista ao apresentador em meio à polêmica envolvendo o SBT

Paulo Moura - 16/12/2025 08h59 | atualizado em 16/12/2025 12h09

Flávio Bolsonaro Foto: Reprodução/SBT

Durante entrevista ao Programa do Ratinho, exibida pelo SBT na noite desta segunda-feira (15), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República em 2026, reforçou que juízes não podem assumir posições políticas e classificou a parcialidade do Judiciário como um dos principais entraves institucionais do país atualmente.

– Eu acho que eu posso ter lado, você pode ter lado, quem não pode ter lado é juiz, isso tem sido um problema no nosso Brasil, mas eu peço a Deus que toque o coração das nossas autoridades, porque ninguém aguenta mais tanta confusão – disse.

 

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A declaração ocorreu em meio à repercussão negativa da presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no evento de lançamento do SBT News, novo canal de notícias do grupo, realizado na última sexta-feira (12). O ocorrido gerou inúmeras críticas à direção da emissora.

Durante o programa, por sinal, Ratinho defendeu que emissoras de televisão não devem ter lado político, por se tratarem de concessões públicas. Segundo o apresentador, em um comentário indireto sobre a polêmica envolvendo o SBT, o canal da família Abravanel sempre teve uma postura imparcial. Ratinho lembrou das eleições presidenciais de 2022, quando entrevistou os nomes que participaram da disputa.

– O SBT não tem lado, a televisão, nenhuma televisão tem que ter lado, televisão é uma concessão pública, não pode ter lado, tem que deixar todo mundo vir aqui – disse o comunicador, durante a entrevista.

BOLSA FAMÍLIA
Na entrevista, Flávio foi perguntado sobre o programa Bolsa Família, sobre o qual defendeu uma retomada da política adotada durante o governo de Jair Bolsonaro. Ele afirmou que a proposta era oferecer uma “porta de saída” aos beneficiários, permitindo que quem conseguisse emprego mantivesse o auxílio por um período de transição, acumulando renda do trabalho e benefício social.

– Como é que o Bolsonaro fazia, e a gente tem que voltar a fazer, Ratinho, ele dava uma porta de saída, falava assim: “Ó, se você arrumar um emprego, você que tá no Bolsa Família, se você arrumar um emprego, você vai ficar mais de dois anos recebendo o Bolsa Família, mais o seu salário, e mais duzentos reais, o governo vai pagar pra você arrumar um emprego” – sugeriu.

Na avaliação do senador, programas de transferência de renda devem funcionar como instrumento de inclusão temporária, e não de dependência permanente do Estado. O senador lembrou que a ampliação do valor do benefício, durante o governo Bolsonaro, se deu justamente em razão do equilíbrio das contas públicas e do combate a desvios em estatais.

– A gente tem que tratar as pessoas com dignidade, e o Estado dá uma mão, dá uma alternativa pra que ela possa caminhar com as próprias pernas e não dependam mais de político nenhum na sua vida – finalizou.

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