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“Ninguém sabe quem é Luana Araújo”, afirma infectologista

Francisco Cardoso afirmou que a produção acadêmica e científica de Luana é inexistente

Paulo Moura - 09/06/2021 08h33 | atualizado em 09/06/2021 09h16

Infectologista Luana Araújo participou de sessão da CPI no dia 2 de junho Foto: Agência Senado/Leopoldo Silva

O infectologista Francisco Cardoso, especialista da área pelo Instituto Emílio Ribas, que tinha sua ida prevista à CPI da Pandemia no Senado na semana passada, disse que não existem quaisquer produções científica da também infectologista Luana Araújo. Ao programa Os Pingos Nos Is, da Jovem Pan, Cardoso disse que “ninguém sabe” o que Luana fez depois de sua residência médica.

– Ela é uma colega que, teoricamente, depois da residência médica, desapareceu do meio médico. Ninguém sabe o que ela fez. Ela não tem, em termos acadêmicos e científicos, nenhuma produção. Não foi professora ou pesquisadora em universidade. Ela não tem trabalho em hospital reconhecido, ela não tem consultório, não tem [trabalho em] nenhum hospital de referência. Ela ressurge ano passado fazendo um mestrado em saúde pública na John Hopkins, um desses mestrados que atrai gente do mundo todo, com bolsas – disse Cardoso.

Luana atraiu grande atenção da imprensa após participar da sessão do colegiado, na última quarta-feira (2), e fazer diversos ataques à postura do governo federal no combate à Covid-19. Na ocasião, a médica também criticou a defesa do protocolo do tratamento precoce, chamado por ela de “delirante”.

Na entrevista concedida à Jovem Pan, Cardoso questionou ainda o fato de a médica ter sido colocada no que ele chamou de “pedestal de conhecimento”, que seria, na opinião dele, “indevido” para ela.

– [Luana] é colocada, de repente, em um pedestal de conhecimento que, na minha opinião, com todo o respeito que eu tenho a ela, é indevido. Têm pessoas que trabalharam […] e têm muito mais a oferecer para o Brasil do que ela. Ninguém sabe como esse nome chegou ao ministro – afirmou.

Cardoso, que falaria na CPI, teve sua ida à sessão cancelada por decisão do próprio presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM). De acordo com o médico, o cancelamento trouxe uma sensação de alívio, mas também de frustração por não poder falar aos brasileiros.

– A gente sente um certo alívio no início, por não ter que passar por aquela rotina toda. Mas há uma frustração de perder a oportunidade de falar coisas para o Brasil que o país tem que ouvir e não está ouvindo. De qualquer maneira, eu insisto que nós estamos à disposição – completou.

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