Nikolas sobre Discord: “Nunca é pra bloquear celular em presídio”
Deputado se manifestou por meio das redes sociais
Pleno.News - 06/08/2026 21h10 | atualizado em 07/08/2026 12h16

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou o posicionamento da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, que defendeu nesta quinta-feira (6) a suspensão imediata da plataforma Discord no Brasil. Segundo o parlamentar, nunca há um esforço para “bloquear celular em presídio”.
– Nunca é pra bloquear celular em presídio, é sempre pra banir alguma rede social. Mas excelente… vai pegar bem demais com o público jovem em eleição.
A fala de Janja contra o Discord foi registrada durante a sanção de uma nova lei que endurece as penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes. Ela tomou como base o caso de uma adolescente de 13 anos, que segundo investigações foi induzida a transmitir o próprio suicídio ao vivo pelo aplicativo, que permite comunicação por texto, voz e vídeo.
— Eu não posso aceitar ver uma menina de 13 anos se mutilar ao vivo na internet, no Discord, se enforcar e morrer. Eu não consigo admitir um país desse… A gente precisa atuar junto ao Judiciário para retirar essa rede horrorosa do ar — disse.
Ela cobrou do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, ações efetivas e mecanismos para tornar a plataforma inacessível.
— Eu acho que a gente precisa retirar imediatamente o Discord do ar. A gente precisa bloquear o Discord no Brasil de qualquer forma. A gente precisa encontrar instrumentos para isso acontecer, ministro — ressaltou.
Em resposta, o secretário nacional de Direitos Digitais (Sedigi), Victor Oliveira Fernandes, disse que as autoridades solicitaram a suspensão da plataforma após o ocorrido, mas o juiz do caso não teria acatado o pedido. E o advogado-geral da União, Jorge Messias, anunciou que apresentará uma ação civil pública contra a empresa. O objetivo é pedir a responsabilização imediata do aplicativo e a proibição da sua utilização pela sociedade brasileira.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também se manifestou e disse que não se pode confundir a liberdade de expressão com o cometimento de crimes.

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