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Nikolas compara atos de Lula na prisão com decisão de Moraes

Enquanto Bolsonaro segue incomunicável, o petista até fez reuniões políticas na sede da PF em Curitiba

Leiliane Lopes - 13/07/2026 21h50 | atualizado em 14/07/2026 13h26

Nikolas Ferreira Foto: reprodução/Instagram (@nikolasferreiradm)

Nesta segunda-feira (13), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por 90 dias. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar comparou a medida com o período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve preso.

A restrição impede Flávio de manter contato com Bolsonaro até o fim do primeiro turno das eleições. Nikolas afirmou que o ex-presidente está sendo impedido de se comunicar com apoiadores e relembrou reportagens sobre a rotina de Lula durante sua prisão, entre 2018 e 2019.

– Alexandre Moraes acaba de tomar uma decisão dizendo que o Flávio não pode visitar Jair Bolsonaro por 90 dias. Ou seja, coincidência ou não, o Flávio vai ficar sem conversar com o seu pai, o maior líder da direita, até o final do primeiro turno.

O parlamentar citou notícias que mostravam Lula recebendo visitas enquanto estava preso. Na época, o então ex-presidente recebeu centenas de visitantes, concedeu entrevistas e teve cartas divulgadas durante a campanha eleitoral de 2018, incluindo uma mensagem de apoio ao então candidato Fernando Haddad (PT).

– Com cela aberta e reuniões diárias, a campanha de Lula é desenhada na prisão. Em três meses, o Lula recebeu 572 visitas lá na cadeia. Tem entrevista, tanto pra imprensa local quanto também internacional – comenta o deputado.

Nikolas também comparou a divulgação de uma carta de Lula durante a campanha de 2018 com a investigação aberta após Flávio Bolsonaro ler, em público, uma carta escrita pelo pai. Segundo o deputado, há tratamento desigual entre os dois casos.

– Durante a campanha eleitoral de 2018, enquanto o Lula tava preso, veio um porta-voz ler uma carta do Lula. E agora o Moraes vem acionar o Ministério Público Eleitoral pra poder investigar, falando que houve propaganda antecipada na divulgação da carta de Bolsonaro.

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