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“Não vamos subir em cadáveres para fazer política”, diz Guedes

Ministro da Economia enfatizou que não pode faltar dinheiro para o combate à pandemia

Pleno.News - 04/05/2021 11h25 | atualizado em 04/05/2021 15h24

Ministro da Economia Paulo Guedes comentou sobre lockdown Foto: PR/Marcos Corrêa

O ministro da Economia, Paulo Guedes, enfatizou nesta terça-feira (4) que não pode faltar dinheiro para a Saúde, sobretudo no enfrentamento à pandemia de Covid-19.

– Não vamos subir em cadáveres para fazer política. Estamos em uma guerra contra o vírus e precisamos botar a vida em primeiro lugar. Toda a ideia do governo é saúde, emprego e renda. A vacinação em massa é o grande desafio – afirmou Guedes, em audiência pública conjunta das comissões de Finanças e Tributação, de Educação, de Trabalho, Administração e Serviço Público e de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.

Guedes disse ainda que o Brasil precisa de mais “respeito e tolerância”.

– Temos que escapar dessa espiral de ódio, de divisão entre brasileiros, que é um descredenciamento da nossa democracia. É preciso ver o que há de virtude no outro lado e fazer as críticas. Essa escalada não interessa à população brasileira. Quem achar que vence na base do ódio não vai dar certo – completou o ministro.

AJUDA DO SETOR PRIVADO NA AMPLIAÇÃO DE LEITOS
Guedes disse ainda ser favorável à ajuda do setor privado na ampliação de leitos.

– A ideia é boa, de dar uma isenção e um incentivo qualquer para ampliarmos os leitos. Mas houve um veto jurídico. Às vezes o que é politicamente desejável fere a legislação vigente. O veto não foi do ponto de vista econômico, mas jurídico – afirmou ele.

O governo precisou vetar incentivo fiscal às empresas que contratassem leitos da rede privada de saúde para atender pacientes com Covid-19 do Sistema Único de Saúde (SUS). Pelo projeto, as empresas poderiam deduzir os valores gastos do Imposto de Renda de 2021.

O limite para a renúncia fiscal seria de R$ 2,5 bilhões.

– O problema é que a Lei de Responsabilidade Fiscal exige uma compensação para essa isenção. É preciso mostrar de onde vem o dinheiro. Não foi um veto sobre o conteúdo – explicou Guedes.

*Estadão

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