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“Não abre o cofre”: Aldo Rebelo revela o que o PT falava sobre ele

Pré-candidato participou do Pleno Time desta terça-feira

Monique Mello - 19/05/2026 16h20 | atualizado em 19/05/2026 16h40

Aldo Rebelo Foto: Reprodução/Pleno.News

O ex-ministro e pré-candidato à Presidência Aldo Rebelo (DC) afirmou que sempre manteve independência política, mesmo durante o período em que integrou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e foi filiado ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

Em entrevista ao Pleno Time nesta terça-feira (19), Rebelo destacou que é um nacionalista. Ele afirmou também que nunca foi filiado ao PT e relatou episódios de tensão com o partido durante sua atuação política na Câmara dos Deputados.

– Eu sempre fui nacionalista. Fui relator do Código Florestal, defendi o agricultor brasileiro. Fui relator da lei dos transgênicos defendendo a ciência no país – declarou.

O ex-ministro relatou que enfrentou resistência do partido de Lula em momentos emblemáticos, especialmente durante a disputa pela presidência da Câmara dos Deputados. Ele contou que, após vencer uma eleição para o comando da Casa, acabou derrotado em outra disputa por uma articulação política liderada pelo PT.

Segundo Rebelo, a avaliação dentro do meio petista era de que ele mantinha postura rígida diante de interesses partidários.

– O que diziam era o seguinte: eu tinha a segunda chave da República e nunca abri um cofre para ninguém – afirmou.

Ele também declarou que, enquanto presidiu a Câmara, entre 2005 e 2007, evitava reuniões relacionadas a interesses da Petrobras fora do âmbito institucional.

– Eu nunca aceitei me reunir com Petrobras para esse tipo de assunto. Por essa razão, graças a Deus, o meu nome não aparece em lista de Odebrecht, em lista de Petrobras, em lista de nada – disse.

O pré-candidato relembrou ainda sua passagem pela presidência da União Nacional dos Estudantes (UNE), afirmando que já naquela época utilizava a bandeira do Brasil como símbolo de suas manifestações políticas.

– A minha trajetória é de defesa dos interesses do Brasil e de conversar com todo mundo – declarou.

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