Leia também:
X Justiça Eleitoral libera Moro a usar “juiz” em propaganda no PR

Na última sessão no comando do STF, Fux fala em dever cumprido

Presidente do STF também disse que o STF irá se manter "aberto, operoso e vigilante"

Henrique Gimenes - 08/09/2022 18h01 | atualizado em 08/09/2022 19h44

Ministro Luiz Fux, presidente do STF Foto: Fellipe Sampaio/STF

Nesta quinta-feira (8), o ministro Luiz Fux realizou sua última sessão no comando do Supremo Tribunal Federal (STF). Pouco antes de a Corte iniciar os trabalhos, Fux falou em “dever cumprido” e disse que está “ávido por novos desafios”.

Fux deixará o comando da Corte na próxima semana. Em seu lugar, a ministra Rosa Weber irá assumir a presidência do STF.

No último discurso, o presidente do Supremo lembrou das críticas ao trabalho da Corte e também da pandemia de Covid-19.

– Não bastasse a pandemia, nos últimos dois anos, a Corte e seus membros sofreram ataques em tons e atitudes extremamente enérgicos (…). Não houve um dia sequer em que a legitimidade de nossas decisões não tenha sido questionada, seja por palavras hostis, seja por atos antidemocráticos – apontou.

Fux também elogiou os trabalhos do Supremo.

– Nesse processo de inflexão e de reflexão, mas também de reação e de reconstrução, e mesmo em face das provocações mais lamentáveis, esta Corte jamais deixou de trabalhar altivamente, impermeável às provocações, para que a Constituição permanecesse como a certeza primeira do cidadão brasileiro, o ponto de partida, o caminho e o ponto de chegada das indagações nacionais – ressaltou.

O ministro ainda afirmou que o STF irá se manter “aberto, operoso e vigilante”.

– Em nosso Supremo Tribunal Federal, em todas as ocasiões em que nos bate o cansaço ou em que formos hostilizados, lembramo-nos das dores que essas pessoas que dependem de nós enfrentam nas favelas, nos rincões, nos subúrbios, diuturnamente marginalizadas do país que essas pessoas ajudam a construir. E nos lembremos, ainda, do nosso compromisso, como juízes brasileiros, de concretizarmos o ideário da Carta Maior, que é o nosso combustível, a saber: a erradicação das desigualdades – destacou.

Leia também1 Ex-ministro do STF não vê crime de Bolsonaro no 7 de Setembro
2 PDT aciona o TSE para barrar a candidatura de Jair Bolsonaro
3 Bolsonaro envia ministro para representá-lo em solenidade
4 Bolsonaro cancela ida a evento da Independência no Congresso
5 Jair Bolsonaro e Luiz Fux irão ao Congresso para solenidade

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Grupo
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.