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MST usa pauta da soberania para exigir reforma agrária de Lula

"Soberania nacional só é possível com soberania alimentar", argumentou o movimento

Pleno.News - 21/07/2025 11h58 | atualizado em 21/07/2025 12h59

Lula em assentamento do MST, com o boné do movimento Foto: Lula/Ricardo Stuckert

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou, nesta segunda-feira (21), uma carta à sociedade brasileira e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em que cobra avanços na reforma agrária. No texto, o movimento utiliza o recente discurso em defesa da soberania nacional, diante do tarifaço do governo de Donald Trump, para pressionar o governo a enfrentar questões internas do Brasil.

– Soberania nacional só é possível com soberania alimentar. E a soberania alimentar se constrói com a agricultura familiar camponesa e com a reforma agrária – diz a carta.

O texto cobra diretamente o petista pela lentidão nas ações pela redistribuição de terras.

– Após mais de três anos de governo Lula, a reforma agrária continua paralisada e as famílias acampadas e assentadas se perguntam: Lula, cadê a reforma agrária? – diz o texto.

O movimento pede que Lula retome as políticas diretas de incentivo à agricultura familiar e aquisição de alimentos.

– Cerca de 400 mil famílias assentadas seguem à espera de políticas públicas que existem, mas não chegam à base, para melhorar a produção de alimentos e o desenvolvimento dos assentamentos – diz a carta.

O MST, que apoiou a eleição de Lula em 2022, exige que o presidente e os ministérios coloquem a reforma agrária como prioridade no governo.

– Arrancamos nas ruas e nas urnas uma importante vitória para o povo brasileiro ao elegermos Lula presidente. As forças populares, mulheres, negros e negras, juventude, sujeitos LGBTI+, povos originários e a classe trabalhadora do campo e da cidade, foram protagonistas dessa vitória. Por essa razão, exigimos que o governo se comprometa, de forma real e efetiva, com a destinação de terras e recursos condizentes com as necessidades concretas das famílias camponesas. Assim, confiamos no compromisso histórico do presidente Lula para orientar seus ministérios a atuarem de forma mais célere nessa direção – complementa.

A carta faz parte da campanha do MST com o lema “Para o Brasil alimentar, Reforma Agrária Popular!”, lançada durante a Semana Camponesa. A ação é promovida pelo movimento em todo o país, em alusão ao Dia do Trabalhador e da Trabalhadora Rural, em 25 de julho.

*AE

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