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Falta de financiamento é um dos fatores do enfraquecimento das ações do movimento

Ana Luiza Menezes - 15/04/2019 17h39 | atualizado em 15/04/2019 17h56

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Marcos Corrêa/PR

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, nos primeiros cem dias de governo de Jair Bolsonaro houve uma queda na invasão de terras no país. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) revelou que foi registrada apenas uma ocupação, neste ano.

No mesmo período, no ano passado, ocorreram 43 invasões de propriedades. Possivelmente, a falta de financiamento causou o enfraquecimento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

O atual presidente brasileiro defende a criminalização do movimento e, por isso, não há mais o mesmo tipo de incentivo que acontecia durante o governo dos Partido dos Trabalhadores (PT), durante as gestões dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Antes de Bolsonaro, convênios de entidades e organizações não governamentais beneficiavam o MST.

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Foto: José Cruz/Agência Brasil

O secretário especial de Assuntos Fundiários, Luiz Antonio Nabhan Garcia, explicou a forma como o novo governo pretende tratar as ações do grupo. De acordo com ele, Bolsonaro está determinado a não fazer vistorias de terras para reforma agrária que forem invadidas dois anos depois da desocupação, como estabeleceu uma Medida Provisória do governo Fernando Henrique Cardoso, em 2000.

– O discurso do presidente na campanha não foi de repressão, mas de cumprir a lei – avaliou.

Garcia afirma que o atual governo também está de olho nas atividades do MST, no chamado Abril Vermelho. Em casos de invasões de prédios públicos, ou da destruição de bens do Estado, a Justiça será acionada imediatamente.

– Esse governo fechou as torneiras. Não tem dinheiro para ONGs e invasores de propriedades. Não tem mais dinheiro para ser jogado na lata do lixo. Só vai ter dinheiro para quem quer trabalhar e produzir – declarou.

ÚNICA OCORRÊNCIA
Até o momento, a única invasão de terra registrada pelo Incra não se tratou de uma iniciativa do MST. Em janeiro, cerca de 70 membros da União Nacional Camponesa (UNC) ficou, durante três dias, na Fazenda Novo Mundo, em Itupiranga, no Paraná.

Já a presença de um grupo de mulheres do MST na fazenda do médium João de Deus, durante o mês de março, em Anápolis, Goiás, foi considerada apenas um ato político de protesto contra o abuso sexual.

MST
A liderança do movimento deseja abrir canais de diálogo com o novo governo. O Dia Nacional da Luta pela Reforma Agrária, que acontece no próximo dia 17 de abril, terá atos limitados a marchas e plenárias de debates, além da comercialização de produtos agrícolas.

O líder do MST João Paulo Rodrigues afirmou que o grupo não é inimigo dos militares. Por meio do general Santos Cruz, Secretário de Governo, e da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, ele deseja destravar as relações com Bolsonaro, uma vez que desde o governo Michel Temer não recebe repasses de verbas para programas de assistência técnica, nem de educação na reforma agrária.

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