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MPF pede suspensão de uso da cloroquina em casos leves

Procuradores afirmam que medicamento causou aumento das taxas de mortalidade

Rafael Ramos - 30/05/2020 17h58 | atualizado em 30/05/2020 18h02

Jair Bolsonaro se tornou defensor da hidroxicloroquina Foto: Reprodução

Divulgado pelo Ministério da Saúde no dia 20 de maio, o novo protocolo aprovado pelo presidente Jair Bolsonaro libera permite ao Sistema Único de Saúde (SUS) utilizar a cloroquina para casos leves de Covid-19. Entretanto, a determinação encontrou resistência em alguns lugares.

Procuradores dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Pernambuco assinaram uma recomendação pedindo a suspensão do protocolo que ampliou o uso do medicamento. De acordo com os procuradores, “não se tem notícia da conclusão do estudo e da análise pela Anvisa quanto à eficácia e segurança do uso da cloroquina”.

– Além de não constatar benefício aos pacientes, o estudo verificou que o uso de cloroquina e hidroxicloroquina com ou sem macrolídio está associado ao aumento das taxas de mortalidade e arritmias cardíacas em pacientes hospitalizados com Covid-19.

Os procurados reforçam seus argumentos com base no estudo sobre o uso dos fármacos feito com 96 mil pacientes e publicado na revista inglesa The Lancet. Nesta sexta (29), a publicação fez uma série de correções após um grupo de mais de 100 cientistas escrever uma carta aberta endereçada ao editor da Lancet, Richard Horton, e aos autores do artigo.

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