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MPF acusa o presidente Jair Bolsonaro de “improbidade”

Ação foi enviada à Justiça Federal de Brasília e pede que Bolsonaro devolva dinheiro aos cofres públicos

Pleno.News - 22/03/2022 17h52 | atualizado em 22/03/2022 20h01

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Agência Brasil/Antonio Cruz

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação de improbidade administrativa contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua ex-secretária parlamentar Walderice Santos da Conceição, a “Wal do açaí”, que foi empregada por mais de 15 anos enquanto foi deputado.

A ação foi enviada à Justiça Federal de Brasília e pede o ressarcimento de recursos públicos que, de acordo com o MPF, foram “indevidamente desviados” por meio da nomeação de Walderice. A conclusão da investigação é que ela seria funcionária fantasma.

“As condutas dos requeridos e, em especial, a do ex-deputado federal e atual presidente da República Jair Bolsonaro, desvirtuaram-se demasiadamente do que se espera de um agente público. No exercício de mandato parlamentar, não só traiu a confiança de seus eleitores, como violou o decoro parlamentar, ao desviar verbas públicas destinadas a remunerar o pessoal de apoio ao seu gabinete e à atividade parlamentar”, apontou um trecho da ação.

Walderice foi indicada para o cargo de secretária parlamentar de Bolsonaro em fevereiro de 2003. Ela ficou lotada no gabinete em Brasília até agosto de 2018. A exoneração ocorreu em meio a supostas irregularidades reveladas pelo jornal Folha de S.Paulo.

A investigação do MPF diz que “Wal do açaí” nunca esteve em Brasília e jamais exerceu qualquer função relacionada ao cargo de secretária parlamentar. De acordo com os procuradores, os serviços prestados por ela tinham “natureza particular”.

“Em especial nos cuidados com a casa e com os cachorros de Bolsonaro na Vila Histórica de Mambucaba. Além do mais, apesar de expressa vedação, Walderice cuidava de uma loja de açaí na região”, afirmou o Ministério Público.

Ainda segundo a ação, Bolsonaro “tinha pleno conhecimento” de que ela não prestava os serviços correspondentes ao cargo e “atestou falsamente” a frequência ao trabalho.

O processo também cita movimentação atípica nas contas bancárias da ex-secretária parlamentar. Isso porque, segundo o MPF, 83,77% da remuneração recebida no período era sacada em espécie.

*AE

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