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MP pede que Flordelis deixe cargo público e use tornozeleira

Promotor pediu também que a parlamentar passe a cumprir recolhimento domiciliar noturno

Pleno.News - 15/09/2020 16h35 | atualizado em 15/09/2020 17h59

Deputada Flordelis Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

Carlos Gustavo Coelho de Andrade, promotor do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), pediu à 3ª Vara Criminal de Niterói que a deputada federal Flordelis seja suspensa da função pública. A parlamentar é acusada de ser a mandante da morte do próprio marido, pastor Anderson do Carmo.

O promotor pediu também que a parlamentar seja monitorada por meio de uma tornozeleira eletrônica e passe a cumprir recolhimento domiciliar noturno.

– A liberdade plena da ré Flordelis, somada ao exercício de posição de poder estatal e à incerteza e impossibilidade de se rastrear seu paradeiro – diretamente decorrentes do indeferimento das medidas cautelares requeridas – causam severa intranquilidade não apenas na testemunha que diretamente sofreu o atentado, como também em todas as demais testemunhas e nos corréus, atrapalhando sobremodo o andamento do feito e a instrução criminal – disse ele, no documento.

O pedido de Andrade foi feito na última sexta-feira (11). Ainda não houve decisão judicial a respeito da solicitação do promotor.

O marido de Flordelis foi morto em junho de 2019.

As mesmas solicitações do promotor já tinham sido feitas pelo MP quando houve oferecimento da denúncia contra Flordelis. Entretanto, a juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce negou o pedido e determinou outras medidas cautelares contra Flordelis, que não pode ser detida porque tem imunidade parlamentar.

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