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Mourão sobre protestos: “Agora não adianta mais chorar”

Vice-presidente afirmou que não houve fraude eleitoral e que direita "perdeu o jogo" que "aceitou jogar"

Thamirys Andrade - 02/11/2022 14h33 | atualizado em 03/11/2022 11h22

Vice-presidente Hamilton Mourão Foto: VPR/Adnilton Farias

O vice-presidente e senador eleito Hamilton Mourão (Republicanos) analisou os protestos que estão ocorrendo ao redor do país contra a vitória do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com o general, “não adianta mais chorar” o resultado e há a necessidade de se “baixar a bola”.

– Nós concordamos em participar de um jogo em que o outro jogador [Lula] não deveria estar jogando. Mas se a gente concordou, não há mais do que reclamar. A partir daí, não adianta mais chorar, nós perdemos o jogo – assinalou, em entrevista ao jornal O Globo.

Em sua avaliação, os protestos deveriam ter sido realizados antes do pleito.

– Deveria ter sido realizado quando o jogador que não deveria jogar foi [autorizado a jogar]. Ali deveriam ter ido para a rua, buzina. Mas não fizeram. Existem 58 milhões de pessoas inconformadas, mas aceitaram participar do jogo. Então tem que baixar a bola – completou.

Mourão ainda pontuou considerar que não houve fraude eleitoral, e analisou o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (PL) como “tranquilo, sereno”.

– Ele não acusou o processo eleitoral, da forma que eu achei que acusaria, não acusou o opositor. Já está estendida a ponte para que a transição seja executada, pelo Ciro Nogueira e quem for de direito da chapa do Lula – prosseguiu.

Ao ser questionado sobre sua relação com o chefe do Executivo, Mourão expressou que eles possuem o mesmo pensamento, mas formas distintas de executá-lo.

– Eu nunca briguei com ele publicamente. Ele reclamava de mim, pô. É aquela história, eu tenho noção, né? No atacado nós temos o mesmo pensamento, mas a forma de fazer as coisas é outra. Ele é um sujeito mais incisivo, mais verborrágico, e eu não sou. Minha forma de fazer as coisas é outra. Ele sempre foi deputado. Na Câmara, se você não se destaca pela peleia, é engolido – ponderou.

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