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Mourão revela motivação de seu pronunciamento de fim de ano

Para ex-vice-presidente, "parcela da população não aceita que as soluções do passado não cabem no presente"

Pleno.News - 08/01/2023 15h25 | atualizado em 09/01/2023 12h22

Vice-presidente General Hamilton Mourão Foto: EFE

O ex-vice-presidente e senador eleito, general Hamilton Mourão (Republicanos-RS), explicou quais foram suas motivações ao gravar a mensagem de fim de ano que gerou polêmica entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em entrevista à Revista Veja, Mourão afirmou que seu objetivo era “marcar posição, defendendo as conquistas do nosso governo, alertando que o novo governo não recebeu um cheque em branco e, portanto, o regime democrático continua vigente”.

Questionado sobre sua fala envolvendo as Forças Armadas, o general pontuou:

– Lamentavelmente, parcela da população não consegue aceitar que as soluções do passado não cabem no presente. Assim, passaram a exigir que as Forças Armadas solucionassem um problema que é político e não militar.

Em seu pronunciamento de fim de ano, Mourão havia feito críticas veladas que foram consideradas direcionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

– Lideranças que deveriam tranquilizar e unir a Nação em torno de um projeto de país deixaram com que o silêncio ou o protagonismo inoportuno e deletério criasse um clima de caos e de desagregação social e de forma irresponsável deixaram que as Forças Armadas de todos os brasileiros pagassem a conta, para alguns por inação e para outros por fomentar um pretenso golpe – disse.

Ainda na entrevista à Veja, Mourão reafirmou seu apoio ao ex-chefe do Executivo, e previu o retorno de Bolsonaro às eleições presidenciais.

– Julgo que o presidente Bolsonaro será o candidato natural, pelo carisma e liderança que possui. Não tenho dúvida da força que o presidente Bolsonaro possui e que retornará com uma dimensão maior.

Ele ainda negou ver “fraqueza” no ex-presidente e observou que há pessoas de todas as classes que o enaltecem.

Mourão ainda avaliou o governo Lula como “velho e revanchista, tentando parecer novo”.

– Ministérios e cargos loteados, mas a grande imprensa chama isso de governabilidade. Não entenderam que foi uma vitória apertada e que por isso precisam ir com calma. Muita coisa parecendo repetir os passos do governo da Dilma, o maior desastre de nossa história – relembrou.

O general assumirá como senador pelo Rio Grande do Sul no dia 1° de fevereiro, e considera que seu objetivo é organizar a direita no Senado.

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