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Motta insinua que Eduardo Bolsonaro pode perder o cargo

Presidente da Câmara disse que respeita, mas não concorda com "alguns movimentos" feitos pelo deputado

Pleno.News - 07/08/2025 20h02 | atualizado em 08/08/2025 11h42

Deputado Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que respeita, mas não concorda com “alguns movimentos” feitos pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e sinalizou que pode decretar a perda de seu mandato.

– Temos um problema político-jurídico que envolve o deputado Eduardo Bolsonaro, que tomou a decisão de ir aos Estados Unidos e ficar lá defendendo teses que lhe são caras. E essas teses, nós temos que respeitar, ele está no exercício, apesar de não concordar com alguns movimentos que ele tem feito – afirmou, em entrevista à Coluna Igor Gadelha, do Portal Metrópoles.

Segundo Motta, Eduardo será tratado “com base no regimento”.

– É importante dizer que iremos tratar todo deputado com base no regimento. Não há previsibilidade para o exercício do mandato à distância no nosso regimento – disse.

Ainda de acordo com o presidente da Câmara, Eduardo fez uma escolha em ir aos EUA e ele sabia “do que não seria possível manter”.

– O parlamentar, quando decidiu ir aos Estados Unidos, ele tinha um objetivo, sabia também daquilo que não seria possível manter, quando optou ficar à distância do seu mandato, do estado que representa 0 analisou Motta.

Repetindo ameaças que tinha feito na semana passada, Eduardo disse que Motta poderia ser punido pelo governo americano caso “não cumpra o seu papel enquanto representante da sociedade”.

– Eu não falo pelo governo americano, mas pode sim haver, como, por exemplo, ocorreu para Rodrigo Pacheco, que perdeu o seu visto Ele perdeu o visto devido ao grande volume de pedidos de impeachment do Alexandre de Moraes que nunca sequer foram analisados. Então o Pacheco, ex-presidente do Senado, foi visto como uma parte, uma peça que sustenta esse regime. Se continuar nessa toada de Alexandre de Moraes abusando do poder e nada sendo feito, pode sim, possivelmente, nas cenas dos próximos capítulos, isso daí ocorrer – afirmou Eduardo.

O governo dos Estados Unidos anunciou no dia 30 de julho punição a Moraes com a Lei Magnitsky. É a primeira autoridade do Brasil a ser punida com as sanções previstas na norma criada para restringir direitos de violadores graves dos direitos humanos.

A Lei Magnitsky prevê como punições a proibição de entrada nos Estados Unidos, o bloqueio de bens e propriedades em território americano, a proibição “extraterritorial de prestação de serviços por empresas com sede nos Estados Unidos aos alvos da punição.

Motta disse que um dos ônus do trabalho dele como presidente da Câmara é o equilíbrio.

– Nós temos que fazer o que é certo e nada nos tirará desse foco – disse, em resposta à declaração de Eduardo.

*AE

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