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Moro recebe homenagem no Dia de Combate à Corrupção

Sessão solene aconteceu nesta segunda-feira, na Câmara dos Deputados

Ana Luiza Menezes - 09/12/2019 17h07 | atualizado em 09/12/2019 18h14

Moro recebe homenagem na Câmara, no Dia de Combate à Corrupção Foto: IsaacAmorim/AG.MJ

Nesta segunda-feira (9), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, foi o principal homenageado durante uma sessão solene pelo Dia internacional de Combate à Corrupção. O evento aconteceu na Câmara dos Deputados.

O Dia Internacional de Combate à Corrupção foi criado pela Organização das Nações Unidas, em 2003. A autora da homenagem foi a deputada Carla Zambelli (PSL-SP).

Junto com outras autoridades, Moro recebeu a Medalha Patriótica. Ele destacou a importância da mobilização da sociedade no combate à corrupção.

– Nós tivemos figuras poderosas da República, seja do setor privado, seja do setor público, sendo responsabilizadas pelos seus atos. Não é algo que vários outros países do mundo teriam condições de fazer. Isso só foi possível devido a um trabalho coletivo e à pressão da opinião pública e da sociedade civil organizada. Acho que nunca ninguém vai esquecer aquele março de 2016, quando milhões de brasileiros foram às ruas protestando entre algumas bandeiras diversas, mas se tinha algo que movia a todos naquela ocasião, era o combate à corrupção – declarou o ministro.

De acordo com o site do Ministério da Justiça, Moro ressaltou que o fortalecimento dos órgãos públicos de controle é fundamental para desestimular agentes públicos e privados a se corromperem.

– No fundo, a corrupção é um crime que afeta mais do que nosso bem-estar econômico, a confiança que é também um dos pilares da nossa democracia. A corrupção disseminada corrói os fundamentos da democracia. Não existe nada radical em combater à corrupção, é basicamente nosso dever. Mas sem que tenhamos um combate firme, sem vacilações, sem querer retornar ao status quo antes, olhando para frente e não o passado, que queremos deixar para trás, não teremos uma verdadeira democracia, não teremos um governo do povo, para o povo e pelo povo – disse.

Na ocasião, Moro voltou a defender a prisão em segunda instância.

– Tivemos alguns reveses no combate à corrupção que não vieram do governo, que temos que trabalhar e temos que olhar o futuro. E para esse futuro, é realmente imprescindível a volta da execução da condenação em segunda instância, por emenda constitucional ou por projetos de lei, e essa decisão cabe ao Congresso Nacional e aos parlamentares – falou.

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