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Moro e Deltan: “Lula nunca foi impedido de se comunicar”

Após restrições contra Bolsonaro, ex-juiz e ex-procurador contrastaram atuações da Lava Jato e do STF

Pleno.News - 18/07/2025 14h09 | atualizado em 18/07/2025 15h42

Sergio Moro e Deltan Dallagnol Foto: Pedro França/Agência Senado | Fernando Frazão/Agência Brasil

O ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro (União Brasil-PR) e o ex-procurador da força-tarefa Deltan Dallagnol (Novo-PR) contrastaram o tratamento judicial dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após o líder conservador ser alvo de medidas cautelares severas, impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (18).

Em postagem nas redes, Moro observou que, ao contrário do caso do ex-líder do Planalto, o petista “nunca foi impedido de se comunicar” e teve sua liberdade de expressão assegurada no decorrer do processo.

– Lula nunca sofreu restrições em sua liberdade de se comunicar ou de se manifestar publicamente antes do seu julgamento. É um precedente perigoso fazer isso com o ex-presidente Bolsonaro ou contra qualquer acusado. Ressalvo que sou absolutamente contrário as tarifas impostas ao Brasil por serem injustas e arbitrárias – escreveu o agora senador Sergio Moro.

O deputado federal cassado Deltan, por sua vez, apontou que, nem mesmo depois de condenado, Lula foi impedido de usar as redes sociais e conceder entrevistas.

– Durante a Lava Jato, Lula nunca foi impedido de usar redes sociais, dar entrevistas e se comunicar com quem quisesse, falar o que quisesse, e denunciar o processo para quem ele quisesse. Nem depois de condenado, preso e cumprindo pena na Polícia Federal em Curitiba Lula foi impedido de usar redes sociais e dar entrevistas. Mas hoje, Moraes impede Jair Bolsonaro de usar redes sociais, tolhindo sua liberdade de expressão presente e futura. Censura pura e simples, mas Barroso jurou em sua cartinha para Trump que no Brasil não tem censura e que o STF respeita a liberdade de expressão – assinalou.

ENTENDA
Na manhã desta sexta-feira, a Polícia Federal (PF) realizou uma operação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes. Além de determinar buscas contra o líder conservador, Moraes ordenou que Bolsonaro terá de usar tornozeleira eletrônica.

O ex-chefe do Executivo terá de permanecer em casa entre 19h e 6h da manhã nos dias de semana, e integralmente nos fins de semana, feriados e dias de folga, e não poderá se comunicar com embaixadores e diplomatas estrangeiros, nem com outros réus e investigados pelo Supremo, incluindo seu filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos buscando sanções contra o magistrado.

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