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Moro diz que ninguém será poupado nas investigações

Ministro comentou o caso de candidaturas laranjas do PSL

Henrique Gimenes - 25/02/2019 14h23 | atualizado em 25/02/2019 15h50

Ministro da Justiça Sergio Moro Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou, nesta segunda-feira (25), que deu orientações à Polícia Federal (PF) para não “proteger ninguém” nas investigações sobre o uso de candidatas laranja pelo PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi dada durante uma entrevista à Rádio Jovem Pan.

De acordo com Moro, ao aceitar o convite de Bolsonaro para ocupar a Pasta, ficou combinado que, no caso de aparecerem denúncias, “ninguém seria poupado”.

– Quando fui convidado, o que conversamos? Ninguém seria poupado. Essa é minha posição e do senhor presidente, que ninguém seria poupado. Se surgissem casos de crimes no âmbito do governo, isso seria apurado e nós não iríamos proteger ninguém. E essa é a orientação que tem sido passada para a PF e demais órgãos de investigação – explicou.

Ele também comentou a tramitação do pacote anticrime no Congresso Nacional, que será analisado em conjunto com a reforma da Previdência, considerada como prioridade para o governo.

– A Previdência é prioridade. Entretanto, isso não significa que o Congresso ficará trabalhando apenas em cima da reforma por um semestre. As duas coisas podem ser feitas ao mesmo tempo – ressaltou.

O conjunto de propostas foi divulgado por Sérgio Moro no dia 4 de fevereiro. A intenção é alterar 14 leis e focar no combate à corrupção, nos crimes violentos e no crime organizado. Entre as medidas, está o combate mais incisivo contra organizações criminosas, mudanças no entendimento da legítima defesa, criminalização do caixa 2 e outros. Para o ministro, o pacote mostra a posição do governo no combate à criminalidade.

– O que acabou tirando a credibilidade dos governos anteriores é que o que se fazia era nada. O governo tem que ser o líder da mudança. O projeto anticrime mostra qual é a posição do governo. O governo não é favorável à impunidade dos criminosos. Isso manda um recado para os outros poderes – destacou.

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