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Moraes prorroga inquérito que apura fala de Bolsonaro em live

Investigação é sobre comentários do presidente acerca de uma reportagem a respeito da relação entre as vacinas da Covid e o HIV

Paulo Moura - 14/06/2022 08h58 | atualizado em 14/06/2022 09h22

Ministro Alexandre de Moraes Foto: STF/SCO/Nelson Jr.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu prorrogar por mais 60 dias a duração de um inquérito que investiga declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre vacinas contra a Covid-19. O despacho foi assinado na última quinta-feira (9) e divulgado nesta segunda (13).

A investigação foi aberta em dezembro de 2021 e já tinha sido prorrogada em abril deste ano. A nova decisão atende a um pedido da Polícia Federal, que pediu mais tempo para apuração dos fatos. O inquérito foi aberto após Bolsonaro citar, em uma live, uma matéria da revista Exame que trazia um questionamento sobre se vacinas contra a Covid-19 poderiam aumentar o risco de HIV.

– Relatórios oficiais do governo do Reino Unido sugerem que os totalmente vacinados – quem são os totalmente vacinados? Aqueles que depois da segunda dose, né, 15 dias depois, 15 dias após a segunda dose, totalmente vacinados – estão desenvolvendo a síndrome de imunodeficiência adquirida muito mais rápido do que o previsto, recomendo ler a matéria – disse o líder na ocasião.

A transmissão ao vivo, feita nas redes sociais de Bolsonaro em outubro, acabou sendo excluída por plataformas como o YouTube, Facebook e Instagram. Após ter o conteúdo banido das redes, Bolsonaro comentou as exclusões e questionou se “falar qualquer coisa de vacina” tinha passado “a ser crime.”

– Eu mostrei uma matéria da revista Exame. Eu não inventei (…). Olha, não fui eu que falei aquilo. Não fui eu. Agora, falar qualquer coisa de vacina passou a ser crime. Te derruba página, te bloqueia. Você não pode desconfiar da vacina e nem da urna eletrônica, não pode falar nada. Eu sou uma pessoa que tem a liberdade acima de tudo – disse ele, no fim de outubro.

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