Moraes pede que PGR se posicione sobre explicações de Bolsonaro
Defesa do ex-presidente apresentou, na última semana, sua versão sobre suposto descumprimento de cautelares
Paulo Moura - 25/08/2025 15h25 | atualizado em 25/08/2025 16h30

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (25) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste, em até 48 horas, sobre as explicações apresentadas pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a respeito das alegações de que o líder conservador teria descumprido medidas cautelares.
A decisão ocorre após a divulgação do relatório da Polícia Federal (PF), que indiciou Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
O documento da PF acusou o ex-presidente de ter violado restrições impostas pelo STF, como a proibição do uso de redes sociais, além de mencionar indícios de que ele teria considerado a possibilidade de fuga para a Argentina. Na última sexta-feira (22), os advogados de Bolsonaro apresentaram a versão do ex-chefe do Executivo e classificaram a investigação da PF como “política”.
Além disso, os defensores de Bolsonaro rejeitaram a tese de tentativa de fuga e afirmaram que ele tem cumprido rigorosamente todas as medidas cautelares impostas. Sobre o rascunho de pedido de asilo na Argentina, incluído no relatório policial, a defesa afirmou que se trata de “mero rascunho antigo enviado por terceiro”, que teria sido usado pela PF apenas para a “criação de uma narrativa feita para as manchetes”.
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