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Moraes manda afastar Bacellar do cargo de presidente da Alerj

Polícia Federal prende presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira

Pleno.News - 03/12/2025 15h51 | atualizado em 03/12/2025 18h03

Alexandre de Moraes Foto: EFE/ Andre Borges

Além de determinar a prisão do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ordenou o afastamento do parlamentar do cargo de presidente da Casa Legislativa.

Rodrigo Bacellar foi detido pela Polícia Federal (PF), na manhã desta quarta-feira (3), durante a Operação Unha e Carne. A corporação afirma que o parlamentar é investigado por supostamente repassar informações sigilosas relacionadas à Operação Zargun, que levou à prisão do então deputado estadual TH Joias.

De acordo com a PF, a “atuação de agentes públicos envolvidos no vazamento de informações sigilosas culminou com a obstrução da investigação realizada no âmbito da Operação Zargun”.

Na atual etapa da Operação Unha e Carne, os agentes saíram para cumprir um mandado de prisão preventiva, oito ordens de busca e apreensão e uma intimação para aplicação de medidas cautelares alternativas — todos autorizados pelo STF.

A operação decorre das diretrizes fixadas pelo Supremo no julgamento da chamada ADPF das Favelas, que incumbiu a Polícia Federal de investigar a atuação de organizações criminosas violentas no Rio de Janeiro, bem como possíveis vínculos desses grupos com autoridades públicas.

SOBRE A PRISÃO DE TH JOIAS
A prisão de Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, ocorreu no dia 3 de setembro deste ano sob a acusação por crimes como tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro. Ele foi apontado como suspeito de ter negociado armas e acessórios para a facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Na época, TH foi alvo de duas operações simultâneas, uma com mandados expedidos pelo Tribunal Regional Federal e outra por ordem do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A PF disse ter identificado “um esquema de corrupção envolvendo a liderança da facção no Complexo do Alemão e agentes políticos e públicos”.

Para o Ministério Público do Rio de Janeiro, TH teria utilizado o mandato para favorecer a facção criminosa Comando Vermelho, inclusive nomeando comparsas para cargos na Alerj.

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