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Moraes defende reforma política e critica modelo eleitoral atual

Ministro também falou em defender as instituições

Leiliane Lopes - 24/08/2026 20h28 | atualizado em 25/08/2026 11h25

Ministro Alexandre de Moraes Foto: Victor Piemonte/STF

Nesta segunda-feira (24), durante o Congresso Nacional de Direito Público e Controle Externo, realizado no Tribunal de Contas do estado de São Paulo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes disse que o Brasil precisa de uma reforma política.

Segundo o ministro, o sistema eleitoral atual não funciona bem. Ele afirmou que esse modelo separa os candidatos eleitos dos partidos e deixa o Congresso Nacional mais fraco.

– Esse modelo eleitoral faliu, porque produz candidatos e eleitos sem vinculação a partidos, que se preocupam muito mais em fazer live do que discutir projeto, que enfaquecem o Congresso – disse.

Para Moraes, fortalecer as instituições é o caminho mais seguro para manter a democracia no país. Ele lembrou momentos difíceis vividos pelo Brasil desde a Constituição de 1988.

– O Brasil sofreu, de 88 para cá, dois impeachments e uma tentativa de golpe. E o Brasil sobreviveu. Sobreviveu porque a Constituição não evita problemas, mas prevê mecanismos de resolução. O Brasil continua uma democracia com eleições marcadas, mesmo com todos os problemas, e precisamos fortalecer as instituições. Isso exige reformas em todos os poderes. A mãe de todas as reformas – afirmou.

O ministro também falou sobre discursos de ódio e a polarização no país. Ele disse que é preciso entender as causas desses problemas para agir sobre eles, além de cuidar dos efeitos que ainda aparecem no dia a dia das pessoas.

Moraes criticou o papel das redes sociais nesse processo e disse que as big techs não são neutras.

– Houve um induzimento por parte de grupos para capturar as pessoas nas redes sociais, mas havia um tereno fértil. Fomos ingênuos de achar que as big techs foram neutras, elas têm ideologia, finalidade política e econômica. Lá atrás, essas big techs que direcionavam produtos – ressaltou.

Por fim, o ministro criticou influenciadores digitais que opinam sobre diferentes assuntos, como a guerra na Ucrânia e o futebol brasileiro. Para ele, essas opiniões têm mais alcance do que o jornalismo tradicional.

– Esses influencers têm mais influência que jornal, isso foi trabalhado para desacreditar, é uma lavagem cerebral – disparou.

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