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MJ vai investigar vazamento de dados de Bolsonaro

Ministro da Justiça, André Mendonça, afirmou que vai pedir apuração dos fatos

Paulo Moura - 02/06/2020 11h27 | atualizado em 02/06/2020 12h28

Ministro da Justiça, André Mendonça Foto: Isac Nóbrega/PR

Diante do vazamento de dados pessoais do presidente Jair Bolsonaro, dos filhos e de aliados do chefe do Executivo por um grupo de hackers, o ministro da Justiça, André Mendonça, já confirmou que uma investigação será aberta para apurar o fato. A informação foi divulgada por ele através de uma publicação no Twitter.

Determinei à Polícia Federal abertura de inquérito para investigar vazamento de informações pessoais do presidente Jair Bolsonaro, seus familiares e demais autoridades. As investigações devem apurar crimes previstos no Código Penal, na Lei de Segurança Nacional e na Lei das Organizações Criminosas – escreveu Mendonça.

Além da pasta de Justiça, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) também se pronunciou sobre o fato. O órgão ressaltou que a investigação de incidente deve ficar a cargo da inteligência e que muitos dados divulgados não são, necessariamente, frutos de vazamento.

– Os dados, muitos são requentados, em especial os do presidente. E muitos podem ser obtidos por pesquisa mais atenta na mídia aberta. Quer dizer, nem todos os dados são, propriamente, fruto de vazamento – disse o diretor do Departamento de Segurança da Informação (DSI), general de Brigada Antônio Carlos de Oliveira Freitas.

O CASO
O grupo de hackers Anonymous Brasil vazou na noite de segunda-feira (1°), dados pessoais do presidente Jair Bolsonaro, seus filhos Carlos e Eduardo, além de diversos apoiadores como o empresário Luciano Hang e a ativista Sara Winter. Os invasores publicaram as informações através do perfil deles no Twitter.

Entre os itens expostos apareceram números de telefone, documentos, endereços e dados sobre imóveis da família do presidente. Apesar de alguns desses dados já serem públicos por constarem no sistema do Tribunal Superior Eleitoral, os telefones, por exemplo, eram privados.

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