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Nogueira: Banqueiros apoiam manifesto por perderem R$ 40 bi

Ministro Ciro Nogueira disse que perdas de bancos com implantação do Pix motivaram críticas a Bolsonaro

Paulo Moura - 28/07/2022 11h25 | atualizado em 28/07/2022 12h03

Senador Ciro Nogueira
Ministro Ciro Nogueira Foto: Agência Senado/Edilson Rodrigues

O ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, atribuiu o apoio de banqueiros ao manifesto chamado Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito à perda de receitas dos bancos com a implantação do Pix. Pelo Twitter, Nogueira afirmou que as instituições bancárias teriam perdido R$ 40 bilhões com o novo meio de transferência.

– Se o senhor [presidente Jair Bolsonaro] faz alguém perder [R$] 40 bilhões por ano para beneficiar os brasileiros, não surpreende que o prejudicado assine manifesto contra o senhor – escreveu o ministro, em um tuíte no qual citou Bolsonaro.

O ministro destacou também que, com o atual governo, o país tem um Banco Central independente, o que permite que banqueiros possam ser críticos ao governo e ao presidente Jair Bolsonaro (PL) sem o temor de serem perseguidos pelo Estado.

– Graças ao senhor [Bolsonaro], o Banco Central não obedece ao presidente. É independente. E agora os banqueiros podem até assinar manifestos contra o presidente, pois sabem que não serão perseguidos. Eles podem assinar manifestos contra, porque estão livres da perseguição – ressaltou.

O manifesto citado por Ciro Nogueira será lançado em um evento na USP no dia 11 de agosto. Entre os signatários estão banqueiros como Roberto Setúbal, ex-presidente do Banco Itaú; Natália Dias, CEO da Standard Bank; Pedro Moreira Salles, presidente do conselho de administração do Itaú Unibanco; e Tarcila Ursini, conselheira de administração da EB Capital.

Na carta pública, que foi redigida por um grupo de juízes, procuradores e advogados, é feita uma convocação “às brasileiras e aos brasileiros a ficarem alertas na defesa da democracia e do respeito ao resultado das eleições”. Entre os signatários estão também ex-ministros do Supremo Tribunal Federal como Celso de Mello, Carlos Ayres Britto, Cesar Peluso e Eros Grau.

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