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Ministra defende regulamentar plataformas de streaming

"Precisam reinvestir no audiovisual brasileiro", diz Margareth Menezes

Pleno.News - 19/12/2025 17h54 | atualizado em 19/12/2025 19h03

Margareth Menezes Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Nesta sexta-feira (19), a ministra da Cultura, Margareth Menezes, defendeu a regulamentação das plataformas de streaming no Brasil. Segundo ela, o governo está “debruçado sobre esse tema”, a fim de melhorar o projeto de lei que definirá as regras para as quais o setor de conteúdo por demanda estará submetido.

Margareth Menezes participou, nesta sexta, do programa Bom Dia, Ministra, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Durante o programa, ela defendeu também que o Congresso Nacional avance com a tramitação do Plano Nacional de Cultura, que orientará as políticas culturais do país ao longo da próxima década.

Conhecido como PL dos Streamings, o Projeto de Lei 2.331/2022 trata da regulação dos serviços de streaming e das plataformas de compartilhamento de conteúdo no Brasil. Ele pretende definir as regras sobre as plataformas que atuam no país, e que, mesmo depois de tanto crescimento e arrecadação, ainda não foram regulamentadas.

– Estamos debruçados sobre esse tema, defendendo melhoras nas pautas que são propostas – disse a ministra.

Ainda de acordo com a ministra, o governo não abre mão dos reinvestimentos a serem feitos pelas plataformas, com os recursos do fundo do setor audiovisual, no setor audiovisual brasileiro.

– São apenas correções das coisas. Não se trata de taxação – enfatizou a ministra.

PONTOS CENTRAIS
O governo federal tem defendido cinco pontos centrais para a construção deste marco regulatório. São eles:

– Definição de uma alíquota unificada de 3% para a Condecine-streaming, que assegura maior volume de recursos para o Fundo Setorial do Audiovisual, isonomia entre os agentes do mercado e previsibilidade regulatória;
– Manutenção da Condecine-Remessa, preservando um instrumento histórico de financiamento do audiovisual brasileiro e de fortalecimento da produção nacional;
– Exclusão da possibilidade de reinvestimento em conteúdos classificados como “originais”, garantindo que os recursos arrecadados sejam direcionados ao fomento da produção independente brasileira;
– Estabelecimento de uma cota mínima de 10% de conteúdo nacional, sem a contabilização de conteúdos próprios das plataformas, como medida concreta de promoção da diversidade cultural;
– Previsão de uma janela mínima de nove semanas entre o lançamento comercial em salas de cinema e a disponibilização das obras nas plataformas de vídeo sob demanda, valorizando o cinema brasileiro e o circuito exibidor.

A ministra lembrou que, após três anos de diálogo, a matéria avançou nesta pauta, que se encontrava parada há sete anos na Câmara dos Deputados.

– Agora estamos no Senado, enfrentando as disputas para melhorar o projeto de lei – concluiu,

*Com informações da Agência Brasil.

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