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Pleno.News - 22/07/2025 16h59 | atualizado em 22/07/2025 17h17

Ministro Paulo Teixeira e presidente Lula Foto Elio Rizzo - Ascom MDA

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) respondeu a carta aberta enviada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) nesta segunda-feira (21). A pasta argumentou que, diferentemente do que o MST argumenta, não há lentidão na redistribuição de terras e negou falta de incentivo à agricultura familiar. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

– Ao contrário do que diz a carta do MST, a reforma agrária no Brasil retomou o ritmo dos dois primeiros governos do presidente Lula – declarou o MDA, presidido pelo ministro Paulo Teixeira.

A pasta ainda complementa:

– A meta é criar 30 mil novos lotes ainda em 2025 e 60 mil até o final do mandato, o que representa metade de todas as 120 mil famílias acampadas em todo o Brasil.

O MST, no entanto, afirma que “400 mil famílias assentadas seguem à espera de políticas públicas que existem, mas não chegam à base”.

Na carta aberta, o movimento questionava o governo após seu apoio nas eleições de 2022.

– Após mais de três anos de governo Lula, a reforma agrária continua paralisada e as famílias acampadas e assentadas se perguntam: “Lula, cadê a reforma agrária?”.

– Respeitamos o papel dos movimentos sociais de reivindicar, mas a verdade é que o governo Lula 3 caminha para bater recordes históricos na reforma agrária – respondeu o MDA para as acusações de lentidão.

O MST ainda faz referência à sobretaxa de 50% sobre os produtos nacionais imposta pelo presidente americano, Donald Trump. O movimento aproveita a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com foco em soberania nacional e afirma: “Soberania nacional só é possível com soberania alimentar. E a soberania alimentar se constrói com a agricultura familiar camponesa e com a reforma agrária”.

Em carta divulgada em janeiro, o MST já tinha cobrado o assentamento de 100 mil famílias que seguiam acampadas pelo país. O movimento invadiu 11 propriedades em abril deste ano, cobrando mais velocidade no assentamento de famílias.

*AE

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